NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A pornografia é realmente um problema feminino?

Recentemente, estava ouvindo um debate de rádio cujo foco estava nas mudanças de legislação propostas no Reino Unido para uso da Internet. A premissa basicamente é que, quando se conecta a um servidor, o usuário doméstico é perguntado se deseja ou não acessar pornografia. Uma simples resposta “sim” ou “não” é requerida. Isso causou clamor porque, aparentemente, seria muito desconfortável para as famílias discutirem juntas e as pessoas podem ter que ser honestas com seu cônjuge! Além disso, uma das principais pressuposições, e que logo foi dissipada pelo número de chamadas, era que a pornografia não era (em grande parte) uma questão feminina. Sempre me surpreende que quando se trata de um assunto como pornografia, abuso infantil e violência doméstica há muitos que diriam que “esses não são problemas femininos!”. As mulheres são mais frequentemente aceitas como as vítimas e raramente como autoras quando esses tópicos são discutidos.
A pornografia está se tornando cada vez mais uma questão feminina. É um assunto que não é exatamente um tabu, mas seriamente difícil de ser falado particularmente nos círculos cristãos entre a população feminina. Muitas mulheres lutam contra esse pecado secreto nunca revelando sua(s) batalha(s) a qualquer pessoa. Felizmente, o tema das mulheres e a pornografia começou a receber alguma notoriedade recentemente. De modo preocupante, alguns comentaristas têm sugerido que, para as mulheres, esse tipo de luxúria difere em relação aos homens, já que é mais uma luxúria pela imagem corporal perfeita do que qualquer tentação sexual explícita. Eu não sei se essa sugestão é apoiada pelo desconforto que muitas mulheres sentem pensando sobre sexo e pornografia como uma questão para “nós”, mas isso não soa verdadeiro na minha experiência pessoal e pastoral sobre essa questão.
Em 1 João 2.15-17 somos exortados: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”.
Quando as mulheres assistem à pornografia, elas parecem tão cheias de luxúria quanto um homem. Na verdade, a maioria das mulheres que eu aconselho estão vendo pornografia do mesmo sexo com frequência alarmante. Mark Driscoll, em seu e-book Porn-Again Christian, embora escrito principalmente para homens, é muito útil para as mulheres, porque ele sugere que a principal razão para a pornografia é incentivar a masturbação. Eu preciso concordar. Quando questionadas sobre isso, muitas mulheres confessam que, em primeiro lugar, as imagens são usadas para aumentar o prazer de si mesmas. Esse véu de segredo em torno das mulheres e da pornografia resulta em pobreza espiritual, fraca imagem corporal (orgulho), uma visão falsa do amor (uma enorme questão pastoral moderna) e nem chega perto de aliviar a solidão que muitas mulheres (solteiras e casadas) sentem. É uma mentira do abismo do inferno que esse prazer em si mesma satisfará quando sabemos que ele é de curta duração e faz com que nos sintamos sujas, culpadas e envergonhadas.
Muitas mulheres estão lutando em segredo, envergonhadas para contar a alguém, em grande parte por medo da recriminação. Muitas estão presas em um padrão cíclico que não podem e (muitas vezes) não querem romper. No entanto, precisamos confessar os nossos pecados uns aos outros e orar uns pelos outros, para que sejamos curados (Tiago 5.16). Devemos ter alguma boa prestação de contas, porque matar o pecado sexual começa com a exposição e termina com não ser mais escravizado (Romanos 6.6). Claro, a exposição é dolorosa, mas é melhor ouvir “Muito bom, servo bom e fiel” do que “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Se a pornografia em sua vida não for tratada rapidamente, então, meninas, posso lhes assegurar que isso será algo contra o que lutarão por toda a sua vida e que contaminará todos os seus relacionamentos.

Então, como uma mulher que luta contra a pornografia pode lidar com isso e como nós, como uma igreja, podemos ajudá-la?

1. Boa prestação de contas

Esse não é um assunto sobre o qual você pode abrir uma classe e esperar que 25 mulheres participem. Eu ficaria surpresa se essa estratégia funcionasse em algum lugar. Contudo, isso é algo que pode ser resolvido com uma boa prestação de contas pessoal (ou em um pequeno grupo). Essa prestação de contas envolverá perguntas difíceis que ninguém realmente deseja responder (e que muitas vezes nos fazem sofrer). Como mulheres que lideram a sessão de prestação de contas, precisamos amar tanto as mulheres com quem nos preocupamos de modo que façamos as perguntas que ficamos mais embaraçadas para discutir. As mulheres que estão lutando com a pornografia precisam acordar e apreciar o que realmente é bom. Isso não é algo que você pode continuar escondendo. Precisamos encorajar umas às outras a levar nossos pecados à luz e confessá-los a Deus e umas às outras. Encontre alguém em quem possa realmente confiar, que seja um exemplo bom e piedoso, e compartilhe a verdade. Você não se arrependerá.

2. Arrependa-se

Deus é fiel, justo e nos purificará de toda iniquidade (1 João 1.9). Há uma enorme diferença entre uma mulher que está se envolvendo/experimentando e uma que está realmente lutando contra a pornografia. Devemos ver o Espírito Santo nutrindo o desejo de parar de pecar. Não se engane com palavras vagas e mentiras. A pornografia é idolatria e deve haver arrependimento dela. Em Efésios 5.3-6, Paulo lembra à igreja: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos… Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência”.

3. Peça a Deus que a ajude

“Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha!” (Salmo 38.22). Não estamos abandonados em nossa incapacidade. Podemos encontrar liberdade e força na cruz de Cristo. Não estamos sozinhos e Deus nos ajudará a permanecermos firmes se o buscarmos e clamarmos a ele. Muitos de nós não temos simplesmente porque não pedimos. Escondemo-nos e fingimos que o problema não é tão ruim ou que ele simplesmente desaparecerá por conta própria. Não desaparecerá. Precisamos uns dos outros, precisamos de arrependimento profundo e precisamos pedir a Deus que nos cure e nos purifique enquanto lutamos contra a pornografia.
Que Deus nos ajude.


 Sharon é a Diretora de Operações e líder do ministério com mulheres no 20schemes. Ela tem mais de 26 anos de experiência trabalhando na comunidade principalmente com famílias e pessoas que estiveram ou estão em risco de ficarem desabrigadas.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O ateísmo não pode oferecer uma vida feliz e coerente, diz apologeta

O apologeta e escritor cristão William Lane Craig afirmou que as pessoas não podem viver “de maneira coerente e feliz” se possuem uma visão ateísta de mundo. Ele defende que em um mundo sem Deus não há sentido, valor nem propósito para a vida.
Na sexta-feira passada, em um debate sobre “O Sentido da Vida”, no Wycliffe College, uma escola de pós-graduação ligada à Universidade de Toronto, organizou um fórum filosófico, onde Craig, professor de pesquisa em filosofia no Seminário Teológico Talbot e professor de filosofia na Universidade Batista de Houston, foi convidado a dar uma palestra de 30 minutos e, depois, participar de um debate.
Também participaram do evento a filósofa naturalista Rebecca Newberger Goldstein e o professor de psicologia da Universidade de Toronto, Jordan Peterson.
Craig, que escreveu vários livros, incluindo a Apologética Para Questões Difíceis da Vida e Em Guarda: Defenda a Fé Cristã com Razão e Precisão, comparou o que chama de visão cristã “significativa” sobre a vida com a visão ateísta da vida.
“Confrontado com a situação humana, a única resposta que o ateu pode oferecer é que simplesmente enfrentemos o absurdo da vida e vivamos com coragem”, disse Craig. “O problema fundamental com isso, no entanto, é que é impossível viver de forma coerente e feliz diante dessa perspectiva de mundo. Se você viver de modo coerente, não será feliz. Se viver feliz é porque não é coerente.”
“[Teólogo] Francis Schaeffer explica bem esse ponto”, continuou Craig. “Para ele, o homem moderno vive em um universo de dois andares. Na parte de baixo está o mundo finito, sem Deus. Aqui, a vida é absurda, como já vimos. No andar superior estão significado, valor e propósito. Agora, o homem moderno vive no andar inferior porque acredita que não há Deus. Mas ele não pode viver feliz em um mundo tão absurdo. Portanto, faz tentativas de alcançar o andar de cima para encontrar significado, valor e propósito, mesmo que ele não tenha direito a isso, pois não acredita em Deus “.
Para o filósofo cristão, o homem moderno que vive no andar de baixo “defende o ateísmo”, mas “vive como se a vida fosse importante e como se realmente importasse o que ele faz”.
William Craig prossegue: “A visão do mundo ateísta é insuficiente para sustentar uma vida feliz e coerente. O homem não pode viver de forma coerente e feliz, como se a vida fosse, sem finalidade, valor ou significado. Se tentarmos viver de forma coerente no contexto da visão de mundo ateísta, acabaremos nos tornando profundamente infelizes. Mas se, ao contrário, conseguimos viver felizes, é por que mentimos sobre nossa verdadeira visão de mundo. O ateísmo, portanto, não pode oferecer uma visão feliz e coerente da vida”.
Ele lembrou que mesmo alguns dos filósofos ateus mais famosos do mundo descreveram um mundo sem Deus como absurdo. “Os cientistas nos dizem que o universo está se expandindo e que tudo nele está cada vez mais distante. Enquanto isso ocorre, fica cada vez mais frio, pois gasta muito de sua energia. Eventualmente, todas as estrelas serão extintas e toda a matéria entrará em colapso, com estrelas mortas e buracos negros. Não haverá luz, não haverá calor, não haverá vida, apenas os cadáveres de estrelas mortas e galáxias se expandindo para a infinita escuridão e os cantos mais frios do espaço – um universo em ruínas”, argumentou Craig.
“Se Deus não existe, então não há um propósito final na vida. Se a morte está de braços abertos no final dessa trilha da existência, então, qual é o objetivo da vida? É tudo isso pra nada? Não há motivo para a vida? E quanto ao universo? É totalmente inútil?”, questiona o apologeta. “Se o seu destino é uma sepultura fria em algum canto do espaço exterior, então a resposta deve ser sim, é inútil. Não há objetivo, nem propósito para o universo. A lixeira de um universo morto continuará expandindo e expandindo eternamente.”
Conforme lembrou aos presentes, o fato de o mundo acabar um dia no futuro não é “ficção científica”. “Por mais inimaginável que pareça, isso acontecerá. Não só cada pessoa está condenada, toda a raça humana está destinada à destruição. Não há escapatória, não há esperança. Esse plano, os fatos científicos, parecem quase incontestáveis. A questão então é qual a consequência disso?”, provocou.
“Muitos pensadores ateístas argumentaram que isso implica que a própria vida humana se torna absurda. Isso significa que a vida que temos é sem propósito, valor ou significado final”.
Citou filósofos como Friedrich Nietzsche, Bertrand Russell e Jean-Paul Sartre, que dizem que a vida não tem um sentido “sem Deus”. Encerrou dizendo: “Gostaria de acrescentar algo. Vimos que, se Deus não existe, a vida é inútil. Se Deus existe, a vida é significativa. Somente a segunda dessas duas alternativas nos permite viver de forma coerente e feliz. Parece-me que, mesmo que as evidências para essas duas opções fossem absolutamente iguais, uma pessoa racional deveria escolher o teísmo. Parece-me definitivamente irracional preferir a morte, a inutilidade e o desespero que a vida, o significado e a felicidade em Deus”. Com informações Christian Post

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O barulho do ímpios e o silêncio dos píedosos

“Vós que amais o Senhor, detestai o mal…” (Sl 97.10a).
Neste mundo assaz conturbado precisamos pedir a Deus discernimento e coragem. Discernimento para saber a hora certa de falar e a hora precisa de calar e coragem para não se calar na hora que o silêncio é sinal de covardia. Duas coisas nos perturbam: o barulho dos ímpios e o silêncio dos piedosos. Pior do que o barulho dos ímpios é o silêncio covarde dos piedosos. Aqueles que são chamados para amar o Senhor, devem na mesma proporção, detestar o mal. O mal não pode erguer sua fronte altiva sem ser confrontado. O mal não pode desfilar na passarela do tempo sem ser detestado. Calar-se diante do mal é ser não apenas covarde, mas também conivente. O apóstolo Paulo, nessa mesma toada, escreve: “Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9).
Mas o que é o mal? É tudo aquilo que afronta a santidade de Deus, conspira contra os princípios morais e espirituais estabelecidos por Deus e tem o propósito de corromper os relacionamentos instituídos por Deus e balizados pela palavra de Deus. O mal se infiltra nas estruturas políticas e econômicas. O mal destila seu veneno nas redes sociais e no cinema. O mal mostra sua carranca nas ruas, no guetos, nos palácios e nas choupanas. O combustível que alimenta o mal é o pecado. O pecado é o pior de todos os males, pois nos priva do maior bem. O pecado nos afasta de Deus, do próximo e de nós mesmos. O pecado é maligníssimo. Seu salário é a morte.
O mal está dentro de nós e fora de nós. Está em nosso coração e em nossas palavras. Está em nossas ações, reações e omissões. Está no governo e no povo. Está na imprensa e na literatura. Está na televisão e no teatro. Está nas relações internacionais e nos acordos econômicos. Está na academia e nas cortes. Está na igreja e na família. Está na cidade e no campo. O mal é o bafo do diabo, o refluxo do pecado, o produto da rebelião contra Deus.
O mal tem um arsenal muito diversificado. Sua indumentária é variada. Apresenta-se sob o manto da tolerância, mas abespinha-se com qualquer pessoa que ousa discordar de sua cosmovisão. Usa a máscara do respeito aos direitos do outro, mas apenas quando o outro se curva aos seus rasteiros interesses. É nessa sociedade que se diz plural, mas exige subserviência à ditadura do relativismo que somos chamados a amar o Senhor e a detestar o mal. É nesse mundo caído, rebelado contra Deus, que somos convocados a não nos conformarmos com este século, mas a sermos transformados pela renovação da nossa mente. É nesse ambiente hostil à fé cristã, que somos chamados a sair para fora dos portões da religiosidade, para nos encontrarmos com o Cristo vivo, na escola, na empresa, na família, na rua, levando o vitupério de Cristo. O mundo odiou Cristo e também vai nos odiar. Ser cristão é viver os valores no céu numa terra manchada pelo pecado. Ser cristão é andar na luz num mundo de trevas. Ser cristão é praticar o bem num ambiente governando pelo mal. Ser cristão é andar na verdade num mundo rendido à mentira. Ser cristão é viver em santidade num mundo que se refestela no pecado. O mal sempre vai se insurgir contra Deus e desferir golpes violentos contra seu povo. O povo de Deus, porém, não pode ser vencido pelo mal, mas deve vencer o mal com o bem. O povo Deus não pode acovardar-se diante da arrogância do mal, mas deve erguer sua voz em defesa do bem. O barulho dos ímpios não pode silenciar os piedosos!

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Acorrentados pela Mágoa

“Mas o Espírito do Senhor apossou-se dele. As cordas em seus braços se tornaram como fibra de linho queimada, e os laços caíram das suas mãos.” (Juízes 15:14)
Certa vez me disseram que a mágoa é como uma flecha atirada contra o próprio coração, com esperança de que doa naquele que magoou. Eis uma verdade, a mágoa é mesmo uma flecha envenenada que aprisiona, corrói, constrange, enferma… Desprezar o poder destrutivo do cultivar de uma mágoa é uma perigosa inocência, pois, enquanto o magoado remói sentimentos não vencidos, muitas vezes vindos de um passado distante, se tornando cego e irracional, o ofensor, por vezes de livre consciência, dorme o sono dos justos.

Há o registro de uma história no capítulo 15 do livro de Juízes que inspira uma curiosa alegoria sobre o efeito que pode ser causado pela mágoa. A Bíblia relata que Sansão era um juiz que havia se transformado em um herói para os israelitas, era um guerreiro corajoso e de boa aparência, possuía uma força descomunal e um singular talento para viver perigosamente.
Numa das diversas confusões em que se envolveu, comprou uma grande briga com um histórico inimigo dos israelitas, os filisteus. Feridos, os filisteus passaram a buscar vingança contra os habitantes de Israel, e os convenceram a amarrarem seu próprio herói e entregarem em suas mãos, para se livrarem da guerra.
É exatamente neste ponto que repousa a associação ao poder da mágoa, pois Sansão estava a sofrer um traiçoeiro ataque, não mais dos filisteus, mas dos seus irmãos israelitas.
Certamente você já se preparou ou precaveu alguma vez contra possíveis ataques de pessoas que guardam princípios diferentes dos seus, contra estranhos, contra Satanás, contra principados e potestades das trevas… Mas ninguém está pronto para lidar com ataques que partem daqueles que estão próximos, dos de dentro de casa, do parente, do irmão da congregação…
Nada magoaria mais a Sansão, depois de ser constituído juiz sobre Israel, lutar e pelejar pelo povo, ser admirado como herói e guerreiro, ter sido escolhido por Deus antes de nascer para que sobre ele repousasse o Espírito Santo… Depois de tudo, foi obrigado a testemunhar um acordo entre seus irmãos israelitas e seus inimigos filisteus para que fosse entregue amarrado nas mãos do adversário. No entanto, mesmo podendo fugir, resistir, buscar abrigo, ou tentar unir o povo contra os inimigos, Sansão aceitou a provocação dos seus, e concordou em ser amarrado, desde que não lhe matassem.
A mágoa se instala exatamente nessas situações, quando somos feridos por aqueles que nos são próximos. Ninguém se magoa com um estranho, com um inimigo… nos magoamos quando pessoas em quem confiamos nos traem, nossos irmãos nos ferem, nosso familiar se levanta contra nós… isto é mágoa verdadeira! A palavra dita sem sabedoria que fere o íntimo do coração, a quebra de um juramento de fidelidade feito no enlace matrimonial, um comentário maldoso transmitido a um terceiro que frequenta o mesmo ambiente, a expectativa de suporte e ajuda frustrada, a ingratidão… Tudo isso machuca, sufoca, acorrenta, e nos traz pensamentos como: “Depois de tudo o que fiz por essa pessoa…”, ou “como ela teve coragem de fazer isso comigo?”.
O grande problema é que, dado o espanto e tristeza que nos tomam, quase sempre optamos por aceitar a provocação. Isso mesmo, assim como Sansão se permitiu ser amarrado, nos permitimos ser envoltos pelas correntes da mágoa, ao invés de buscar a solução no perdão, na oração, na conversa, em armas espirituais…
Será que essa é a sua situação? Após ser ferido e magoado está há anos sem falar com seu pai; ou está dando ensejo a um inevitável processo de divórcio; vive sem sequer dirigir a palavra a um irmão; ou está deixando de congregar na igreja por causa da esposa do pastor que publicamente lhe humilhou… Os motivos que causam a mágoa são, quase sempre, relevantes, por isso, posso afirmar que você tem todo direito de estar magoado, a tristeza é justa e explicável! Contudo, tem aqui lugar um velho questionamento: Entre estar certo e ser feliz, o que você prefere?
Os filisteus não pediram que os israelitas matassem a Sansão, eles queriam apenas amarrá-lo. Muitas vezes pessoas próximas, sem saber, dão lugar em seus corações ao intento do inimigo de nossas almas, que busca, através dessa maldita associação, apenas acorrentar-nos espiritual e emocionalmente.
Isso mesmo, o propósito do inimigo ao implantar a mágoa não é te matar de imediato, é apenas te aprisionar. A mágoa não nos tira a fé, apenas impede que ela seja exercida, não nos leva a deixar de sermos cristãos, faz apenas que sejamos crentes inertes, não faz você deixar de estar numa igreja, apenas cria uma incompatibilidade com o Dono dela, cuja essência é o amor. Sem nos matar, o inimigo consegue nos dar a falsa sensação de que tudo está bem, mas, em verdade, nos deixa incapazes de lutar, estar em comunhão, iniciar e cultivar relacionamentos, orar, nos desenvolvermos… O que você consegue fazer amarrado?
Aí está você, incapaz de perdoar, de se desvencilhar do passado, de ter uma vida sentimental estável, pulando entre religiões em busca de paz, andando e correndo, mas permanecendo no mesmo lugar… Acorrentado!
[slogan]Como se libertar?[/slogan]
Sansão somente se livrou com a união de dois elementos: O desejo de se libertar e o poder do Espírito do Senhor!
Por mais óbvio que pareça ser, é necessário ressaltar que a libertação depende do desejo de ser liberto. O problema é que esse desejo é expresso através de uma escolha, que, obviamente, possui consequências, uma delas é abrir mão do trunfo de estar certo!
Dizer que perdoa, mas trazer sempre a ofensa à memória e às discussões é mentir para si e para o próximo, não haverá futuro enquanto o passado se mantiver vivo e atuante. Se você tem agido assim, tente me perdoar pela sinceridade, mas você não quer ser liberto, você prefere estar certo! Isso também é uma escolha e também tem consequências…
Há, porém, quem queira se libertar, mas não tem forças. Não foi a força de Sansão que fez com que as cordas se quebrassem, segundo a Bíblia, foi o fato de o Espírito do Senhor tê-lo tomado possantemente, assim, as cordas fortes e novas se transformaram em linho frágil queimado e foram quebradas.
Ser cheio do Espírito de Deus é fundamental para ser liberto. Mas não há como se encher do Espírito sem estar, antes, vazio dos valores mundanos. Como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, importa que você diminua e Ele cresça, é preciso abrir mão de ter razão, da vingança, da desforra, do fato passado, e esquecer… Isso mesmo, esquecer da ofensa, assim como Deus lança as nossas nas profundezas do mar!
Tenho uma linda sobrinha chamada Alice, ela é uma criança brilhante, apaixonada por desenhos animados. Há um especial que por cerca de dois meses ela assistia três vezes por dia, chegando ao ponto de decorar as falas do filme, falar e cantar com o sotaque da personagem principal (cantava a música tema do filme em português, inglês e em malaio). Em suma, ela praticamente se transformou na Princesa! O relacionamento com Jesus é bem parecido, ler a Bíblia e orar com a mesma devoção de uma criança apaixonada pelos desenhos nos deixa muito parecidos com o personagem principal do livro, Jesus! A essência de Jesus era o amor, por muito amar, ele conseguia perdoar até quando estava sendo crucificado.
Pelo poder do Espírito e pelo desejo de ser livre, Sansão se libertou. 
Já livre, ele avistou que ali perto havia morrido um animal, um jumento, e os ossos daquele animal foram a arma para que ele, sozinho, ferisse e vencesse mil filisteus!
Ao se encher do Espírito, você se lembrará de outro animal que também morreu, um Cordeiro, apanhou mudo, sem ter culpa alguma foi traído, ferido, magoado, de uma forma muito pior do que a quem você sofreu… Jesus é esse Cordeiro.
Quando fecho os meus olhos e penso nesse animal morrendo, eu logo associo ao perdão. Penso nos xingamentos e nas chacotas que ele suportou… penso num soldado batendo nele pelas costas, sorrindo e dizendo “profetiza quem te bate agora!”… penso na sede que ele sentia e no gesto “bem humorado” dos soldados que lhe deram vinagre para beber… penso nos seus melhores amigos dizendo que não o conheciam… e logo depois vejo o ofendido orando pelos ofensores dizendo, “Pai, perdoa eles, pois não sabem o que fazem!”.
A morte desse animal me dá forças para perdoar meu irmão! Mais do que isso, me dá forças para vencer mil filisteus, um após outro! Mil sentimentos que aprisionam, mil lembranças do passado, mil erros da minha esposa, mil fofocas que inventaram contra mim… Assim como Sansão, posso estar sozinho, mas, tomado pelo Espírito, me sinto maioria!
A flecha atirada não volta atrás, cobrar do ofensor pela mágoa causada é executar uma dívida impagável! Faça já um bem a si mesmo, se esvazie, esqueça o que passou, passe a viver, se encha do Espírito de Deus e as correntes da mágoa serão como linho queimado e cairão, lembre-se da morte do animal e entenda já que quem foi perdoado, perdoa. Após isto, tenha liberdade, pois, “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”! (João 8:36)
Em Cristo.

Saulo Daniel Lopes
saulo_daniel@hotmail.com

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Bipolar Espiritual

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” 1Co 15.58
Você já percebeu a inconstância dos relacionamentos na sociedade atual? Casamentos, noivados, namoros, amizades, relações de trabalho e toda sorte de relacionamentos são abalados por um conceito descompromissado de que “nada é para sempre”.
Conheço a história de um casal que, durante o namoro, enfrentava grandes problemas de instabilidade. Em quase todos os desentendimentos, a primeira frase que se falava era: “então, eu quero terminar tudo…”. O relacionamento não aspirava confiança em ninguém, nem neles mesmo. Havia sempre uma incerteza quanto ao futuro, uma dúvida quanto à segurança do relacionamento. Isto impedia o progresso do relacionamento, impedia a elaboração de planos, impedia os sonhos conjugais. O relacionamento deles só teve sucesso e progrediu quando entenderam que precisavam de estabilidade, da certeza de que um não deixaria o outro. Conheço outros relacionamentos que vivem em um legítimo “entre tapas e beijos”, um “ata e desata” em que nunca se sabe se estão juntos ou não.
A Bíblia nos conta que Deus escolheu o povo de Israel para um relacionamento, e de tempo em tempo, este povo queria deixá-Lo para seguir outros deuses. Esta prática irava a Deus como nenhuma outra prática já O irou. Seguiam deuses construídos por suas próprias mãos, seguiam deuses de outras nações, seguiam suas próprias necessidades, e invariavelmente abandonavam o Deus que os criou e os tirou de uma terra de escravidão. Trocavam a estabilidade do relacionamento com o Deus que os sustentava por pequenos problemas e falsos deuses. Deixavam Deus entristecido e frustrado quanto aos planos que tinha para o relacionamento com eles. Sofriam por tal prática, abandonar Deus sempre custa muito caro. Arrependiam-se, voltavam, e logo faziam tudo novamente. Viviam entre a adoração das bênçãos recebidas e a murmuração das necessidades.
O grande problema é que temos visto, atualmente, muitas pessoas tentando desenvolver este mesmo tipo de relacionamento com Deus, descompromissado, inconstante, instável e infiel. Repete-se a história: abandonam Deus e O trocam por paixões passageiras. As causas são as mais diversas: Alguns O deixam, ou ameaçam deixá-Lo, quando as coisas dão errado, têm a ilusão de que a vida com Deus está isenta de sofrimentos. Outros, quando as coisas estão dando errado estão firmes e constantes buscando ajuda em Deus, mas assim que as coisas se acertam sentem que não precisam mais de Dele, descartando-O, como um amuleto, para quem sabe se, um dia for necessário, usá-lO novamente. Existem outros que servem a Deus enquanto concordam com Seus planos, quando discordam da vontade Dele, invariavelmente, O abandonam. Acham que seus planos e seus desejos, suas opiniões são mais inteligentes do que as de Deus. Não entendem que opiniões são passageiras, a vontade de Deus, porém,  a VERDADE, é eterna. Têm os que, no primeiro deslize, no primeiro pecado, jogam tudo para o alto e abandonam Aquele que nunca nos abandona. Não entendem o poder da graça de Deus. Têm também os que se perdem e O abandonam em meio às dúvidas, as questões difíceis da vida: por que um Deus bom permite que pessoas boas sofram? Por que Deus não se mostra? Por que a ciência não prova a existência de Deus? As dúvidas podem ser as mais diversas e podem nos inquietar a ponto de tirar a nossa paz. Devemos entender, porém que Deus está acima do raciocínio e da razão humana, acima da ciência para que ela possa prová-Lo. As respostas Deles para nossas dúvidas não estão estampadas em outdoors, mas podem perfeitamente ser encontradas em Sua palavra. Existem também os que O abandonam quando as necessidades da carne, os apetites, a fome, o desejo sexual, as privações vêm. Têm dificuldade de entender que quando os desejos do espírito não são satisfeitos, os desejos da carne tornam-se irresistíveis. Terminam assim, trocando Deus por desejos e necessidades. Os motivos aparentes para deixarmos Deus são muitos, a causa determinante, porém, é UMA só.
Existe uma doença psiquiátrica onde o humor da pessoa oscila entre o deprimido e o eufórico.  No Transtorno Afetivo Bipolar, existem períodos de euforia, agitação, disposição, insônia, sonhos, projetos, tudo isto extremamente exagerado, patológico, intercalando-se com períodos de tristeza, solidão, pensamentos suicidas, indisposição, vontade de largar tudo. Vivem em dois polos, dois lados opostos. Infelizmente, uma grande parte dos cristãos atuais sofre da bipolaridade que não é afetiva, é espiritual. Intercalam momentos de disposição, alegria, juras de amor a Deus, com momentos de desespero, abandono, indiferença e desprezo a Deus e Sua vontade. Bipolarizam entre a alegria patológica de servir a um Deus que não conhecem e a tristeza de se frustrarem com o mesmo Deus que não conhecem.
O tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar visa à estabilização do humor. Isto se faz com uso de medicações que atuam regulando a atividade de neurotransmissores cerebrais. Mas e a bipolaridade espiritual, como tratá-la? Como regular a atividade do espírito? Como tratar A causa da bipolaridade?
Assim como a mente dos pacientes bipolares necessita de um estabilizador de humor, nosso espírito bipolar também precisa de um estabilizador. Em Mateus 25, Jesus conta a parábola das dez virgens. Nesta parábola, Jesus diz haver cinco virgens prudentes, que possuíam azeite em suas tochas, e cinco virgens imprudentes, que não possuíam quantidade de azeite suficiente em suas tochas. Em virtude da pouca quantidade de azeite das virgens imprudentes, suas lâmpadas estavam se apagando, não funcionavam com constância, não dava para confiar em esperar o tempo necessário.
A realidade é que somos inconstantes com Deus e nossa luz acende e apaga tantas vezes porque não temos a quantidade de azeite suficiente. Jesus nos ensina que o estabilizador da nossa lâmpada espiritual é o azeite. A única coisa capaz de nos estabilizar espiritualmente, de nos tornar constantes em nosso relacionamento com Deus, é o azeite, o Espírito Santo dEle em nós, em quantidade suficiente. Por isto, está escrito em Efésios 5.18, “encham-se do Espírito Santo”. Vivemos acendendo e apagando, amando e desprezando Deus porque não temos a quantidade de Espírito Santo que precisamos ter. E como adquirir este Espírito Santo? Na continuação da parábola está escrito que as virgens precisariam comprar o azeite. (Mateus 25.10). A verdade é que para ter o Espírito Santo na quantidade anti-bipolaridade precisamos pagar um preço, não vem de graça. Ninguém adquire Espírito Santo sentado esperando a vida passar. Só compramos bens para nós através de dinheiro, moeda, e este dinheiro só chega até nós com trabalho, e este trabalho custa muito do nosso tempo, custa uma rotina de sacrifícios. A moeda que nos leva a adquirir o Espírito Santo possui dois lados: fé e arrependimento. Demonstre sua fé chegando mais perto Dele: vida de oração, vida de jejum, vida de leitura da palavra, renúncia; e demonstre seu arrependimento indo para mais longe do pecado: confesse seus débitos, obedeça a Deus sem questionar, peça perdão, corrija suas rotas. Desta forma você terá recursos para adquirir o Espírito Santo, o estabilizador, e viver livre da doença que tanto mata cristãos, a bipolaridade espiritual.
O noivo está voltando e só terá um futuro eterno com os que estiverem funcionando de forma plena, com que tem um compromisso com Ele. Deus não quer “ficar” com a igreja, nem mesmo um namoro descompromissado, nem um casamento do tipo “se não der certo, separa”. Deus quer uma noiva firme e constante, para um casamento eterno,
Ele já prometeu que está e estará sempre conosco até a consumação dos séculos, e você, está com Ele, ou está bipolarizando? Que Deus te abençoe e te faça estável, enchendo-te cada dia mais do Espírito Santo, o nosso estabilizador.

Jonny Leonio
izeppe.leonio@gmail.com

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

5 dicas para estabelecer uma rotina devocional com seus filhos pequenos

Quando nossas filhas eram pequenas, tínhamos uma rotina regular para a hora de dormir. Em geral, essa rotina envolvia ler uma história, fazer orações, dar abraços e beijos e ouvir música antes de dormirem. Seus brinquedos de pelúcia também participavam. O Sr. Carnerinho leria, e o cachorro Risonho compartilharia abraços e beijos. Uma vez que o ritmo noturno foi estabelecido, cada parte era importante. Saber exatamente o que esperar ajudava as nossas filhas a se sentirem seguras, confiantes e tranquilas.
E quando uma parte estava faltando – bem, lembro das férias em um parque temático. Nós já havíamos nos atrasados ​​assistindo fogos de artifício, então pulamos alguns dos passos normais para dormir. Além disso, descobrimos que Risonho havia sido deixado em um ônibus de turismo no início do dia. Não é preciso dizer que dormir foi instantâneo naquela noite! Aprendi o quanto minhas filhas precisam de um ritmo regular para se desenvolverem bem.
Os cristãos sabem que o ritmo deve incluir a instrução religiosa, mas as crianças estão sempre em movimento — não é de admirar que a maioria dos pais tenha dificuldade em encorajá-las para qualquer tipo de tempo formal de devoção em família. Além dessa dificuldade, há o fato de que pais jovens também estão frequentemente em movimento. Eles estão ocupados estabelecendo uma carreira ao mesmo tempo em que criam crianças pequenas e pré-escolares. É difícil estar presente com os seus filhos quando você está de plantão ou trabalhando em horas extras ou em um terceiro turno.
Creio que Deus está ciente de nossos estágios de vida, e agradeço que ele não nos dê um modelo de devoção familiar que seja excessivamente formal. Moisés disse a Israel que ensinasse os seus filhos durante os ritmos regulares da vida — hora das refeições, hora de dormir, durante a locomoção, e assim por diante (Dt 6.7).
Com essa visão livre de culpa em mente, aqui estão cinco dicas rápidas para estabelecer uma rotina devocional regular com seus filhos pequenos.

1. Encontre um tempo que funcione

Em nossa família, conseguimos estabelecer a rotina mais regular na hora de dormir. Se você trabalha em um terceiro turno, isso não será viável. Escolha um horário regular ao redor da mesa — talvez no café da manhã — em vez da hora de dormir. Você se surpreenderá com o quanto os seus filhos lhe responsabilizam quando um padrão de adoração familiar é estabelecido. Será algo com o qual eles contam e aguardam. Comece com algo simples, como ler uma pequena história ou fazer uma oração. Seja consistente. É melhor reunir a família uma vez por semana do que irritar os seus filhos com tentativas falhadas de se encontrarem todos os dias.
Recentemente, falei com um pai que durante vários anos trabalhou no que ele descreveu como o “último turno do dia”. Durante essa época, uma devoção noturna era impossível, então ele se dedicava arduamente para ensinar os seus filhos em “pequenas doses” ao longo do dia. A esposa do meu amigo lê para os seus filhos à noite antes de dormirem, então ele tira um intervalo de cinco ou dez minutos no trabalho para ligar para eles e orar com eles.
Achei a sua intencionalidade regular incrivelmente encorajadora. Embora não estabelecer um tempo devocional possa parecer menos do que ideal, uma abordagem regular, “em gotejamento lento” para o discipulado familiar é realmente bastante eficaz. Desta forma, podemos ensinar nossos filhinhos que se relacionar com Deus não é apenas algo que realizamos em nossa lista de tarefas no final do dia; trata-se da maneira como vivemos.

2. Leia algo simples

Crianças de dois e três anos de idade têm um período de atenção de dois a três minutos. Seu vocabulário é limitado de 200 a 1.500 palavras. Como um pai cuidadoso cortando a comida de seus filhos em pedaços digeríveis, é importante manter a sua rotina breve e compreensível. Nossos filhos mais novos precisam aprender o vocabulário da fé, palavras bíblicas básicas como pecado, promessa, oração e o nome de Jesus, antes de terem contato com conceitos mais abstratos como o perdão.
Se você está começando um tempo de devoção familiar com seus filhos, encontre um recurso que mantenha em mente essas considerações sobre o desenvolvimento deles. Você pode experimentar Read-Aloud Bible Stories  [Leia as Histórias Bíblicas em Voz Alta], de Ella Lindvall, Big Picture Story Bible  [Grande Bíblia Ilustrada], de David Helm ou Beginner’s Gospel Story Bible [Bíblia o Evangelho para Iniciantes].

3. Fale com Deus

Curve a sua cabeça. Feche os seus olhos. Diga aos seus filhos que juntem as mãos. (Assim eles não se batem durante a oração! Esse truque tem funcionado por séculos.) Então, fale com Deus. Faça algo rápido e memorável; lembre-se da curta capacidade de atenção das crianças. Em nossa família, nós adaptamos esta breve oração:
“Obrigado Deus por [nome da criança]. Ajude-a a crescer para amar Jesus e confiar em Jesus. Por favor, ajude-a a ter amigos piedosos e um marido piedoso quando ela crescer. Por favor, proteja-a de males e perigo nesta noite e de Satanás e seus enganos. Em nome de Jesus, Amém.”

4. Use música para a memorização

Nossas filhas precisavam ouvir música enquanto adormeciam de noite. Um amigo recomendou um álbum de canções de ninar com perguntas e respostas do Catecismo para crianças em forma de música. (Se eu tivesse filhos pequenos hoje, usaria os álbuns doThe New City Catechism e música de Rain for Roots).
Nossos filhos memorizaram grandes verdades simplesmente porque a cantavam todas as noites. Outros excelentes álbuns de música como os de Seeds Family Worship and PROOF Pirates  são mais agitados e são menos úteis na hora de dormir. Mas nós garantíamos que estas músicas estavam em nosso carro para que pudéssemos cantar juntos (às vezes de modo alto e engraçado!) enquanto dirigíamos por algum tempo.

5. Ofereça aos seus filhos a sua atenção integral

Sua rotina devocional não é apenas um momento para você transmitir informações aos seus filhos; é o momento de eles passarem algum tempo com você. Então, deixe de lado o seu telefone. Olhe os seus filhos nos olhos e faça-os saber que você os está ouvindo. Demonstre carinho, e não apenas quando for a hora dos abraços e beijos de boa noite. Abrace amorosamente. Brinquem um pouco.
É por meio da presença atenta de pais amorosos que as crianças aprendem sobre nosso Pai amoroso.
Observações da Editora: Por não termos o material indicado traduzido para a língua portuguesa sugerimos alguns livros e um CD de músicas bíblicas em português para serem usados:
CD Infantil:


 Jared Kennedy é marido de Megan e pai de Rachael, Lucy e Elisabeth. Ele é pastor de famílias em Sojourn Community Church—Midtown em Louisville, Kentucky, e estrategista de ministério para crianças e famílias para Sojourn Network. Ele é o autor de The Beginner’s Gospel Story Bible e escreve regularmente para o blog Gospel Centered Family.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Mais de 200 milhões de cristãos são perseguidos no mundo, Portas Abertas lista os países mais hostis

A Portas Abertas acompanha a perseguição de cristãos desde a década de 1970. A Lista Mundial da Perseguição, divulgada todos os anos, é uma das principais ferramentas para rastrear e medir a extensão da perseguição cristã no mundo.

Auditada independentemente pelo Instituto Internacional de Liberdade Religiosa (IIRF), a única instituição com acadêmicos dedicados a estudar a liberdade religiosa dos cristãos, a lista avalia a liberdade que um cristão tem para praticar a fé nas cinco esferas da vida:

- Individualidade: A pessoa não é livre para escolher qual religião quer seguir, orar a Deus dentro de casa ou num lugar público. Ter a Bíblia e outros livros cristãos também é proibido. Não há liberdade para expressar a fé.

- Família: A perseguição vem por meio de parentes que insistem que o cristão volte à antiga fé. O convertido é proibido de praticar a fé cristã em casa e enfrenta problemas em assuntos civis como casamento, batismo, enterro de familiares, criação de filhos, divórcio e direitos de herança.

- Comunidade: O cristão sofre pressão por meio de atitudes preconceituosas, leis, sequestro, casamento forçado, dificuldade de acessar recursos comunitários e de saúde, pressão para renunciar a fé, discriminação no trabalho, desvantagens na educação, intimações à delegacia, multas etc.

- Nação: Quando não há leis que garantam a liberdade de culto e de prática da fé. Evangelizar é considerado um crime e, em casos mais extremos, se converter também. O cristão enfrenta acusações de blasfêmia, problemas para tirar o passaporte, se reunir com cristãos, expressar a opinião publicamente, entre outros.

- Igreja: Há impedimentos para registrar e construir igrejas e realizar atividades comunitárias, como culto, reunião de oração, batismo, aula bíblica etc. É comum o confisco e monitoramento de materiais religiosos e de treinamentos bíblicos.

>> Sangue, Sofrimento e Fé <<

Em muitos casos a violência pode não ser a forma predominante e mais invasiva de perseguição; a opressão pode ter um efeito ainda mais devastador. Isso explica porque não necessariamente quanto maior a violência física contra os cristãos, maior é a perseguição.

Mais de 200 milhões de cristãos sofrem perseguição no mundo. Por iniciativa da Portas Abertas, para conscientizar e motivar a igreja brasileira a agir sobre esta situação, o dia 27 de maio de 2018 será marcado como o Domingo da Igreja Perseguida. Saiba mais aqui.

Top 10

Os dez primeiros países que compõem a Lista Mundial da Perseguição são:

1º Coreia do Norte
2º Afeganistão
3º Somália
4º Sudão
5º Paquistão
6º Eritreia
7º Líbia
8º Iraque
9º Iêmen
10º Irã

Além desses, dois países da América Latina ainda estão na Lista 2018: México (39º) e Colômbia (49º)

Fonte: Ultimato Online

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Como assim, "não toqueis no ungido do Senhor..."?!

Há várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:

A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).
Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).

Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9). Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).

Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.

Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?

A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).

A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.

Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).

O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).

Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.

O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.

Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:
"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).

Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.

Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:
"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.
Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.
Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).
Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.

“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.


Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.
O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.
O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ex-militante pró-aborto conta que mudou suas convicções após se render a Cristo

Durante muito tempo, Trillia Newbell não acreditava em Deus e considerava as crianças um incômodo. “Eu era pró-aborto, mas eu não era apenas pró-aborto. Eu era pró-aborto ao extremo”, disse ela na última sexta-feira (19) pouco antes da Marcha pela Vida, nos EUA.
Embora Newbell tenha sido criada em um lar amoroso, ela desenvolveu o conceito de que os bebês no útero não eram pessoas. “Houve um tempo em que eu achava que as crianças eram um estorvo, um incômodo”.
Quando Newbell tinha 19 anos, ela passou parte das férias em um acampamento e dividiu o quarto com uma menina que “queimava por Jesus”. Quando sua companheira abriu a Bíblia para fazer um devocional, ela ficou na defensiva, achando que sua colega iria desafiá-la com as Escrituras.
Surpreendentemente, até o final da noite, Newbell estava chorando, confessando seus pecados e dizendo à garota toda a sua história de vida. Apesar da forte experiência, Newbell não entregou sua vida a Cristo porque ela tinha um namorado que ela “não queria desistir naquele momento”.
Só aos 22 anos, depois de ter dois noivados desmanchados, Newbell decidiu ir à igreja e se abrir para Deus. “Eu sabia, naquele momento, que eu precisava de um salvador. Minha vida foi transformada imediatamente. O Senhor transformou radicalmente a minha vida”, disse ela. “Ele transformou meu coração e minha mente. Ele transformou minha visão de mundo”.
Newbell começou a entender que ela também foi criado à imagem de Deus e isso mudou a forma como ela via as pessoas. “O momento em que eu comecei a entender que Deus colocou valor e dignidade para as pessoas, isso significava que o Salmo 139:13 não era apenas algo que as pessoas religiosas liam e falavam, mas era verdade — Deus tece os bebês no ventre da mãe. Isso significa que as pessoas com deficiência são importantes e valiosas para o Senhor e, portanto, importantes e valiosas para mim”.
Hoje, Newbell é autora e diretora de sensibilização da comunidade para a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul. Embora dois noivados interrompidos tenham levado Newbell aos 22 anos, ela conta que seu namorado que seu ex-namorado, Thern Newbell, acabou aceitando Cristo. Os dois se casaram e têm dois filhos.
“Meu testemunho é radical. Se você me conhecesse quando eu tinha 19 ou 20 anos veria como eu era oposta às coisas do Senhor. Há pessoas que estão andando por aí agora que precisam de Jesus. Se Deus pôde transformar meu coração, Ele pode fazer isso com qualquer pessoa”, ela afirma.

Fonte: guiame.com.br

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Vendo Cristo pelo avesso!

Conta-se que havia naquele pequeno e humilde vilarejo chamado "Mundo", um homem visto como velho, franzino e de uma aparência, por assim dizer, fragilizada pelas intempéries da vida. Mas, na verdade, essa visão tinha os que de longe o olhavam, porque na proximidade do olhar, verdadeiramente podia se avistar, não só um homem cujo rubor na face transbordava vividez, e no olhar expressava a busca do alcance do distanciar do horizonte, como na forma agachada que se punha mostrava a robustez e força muscular como de um jovem em plena e desenvolvida força física.

Talvez, você tenha olhado para Cristo não como o Evangelho o revela, ou seja, com um olhar espiritual, ou como recomenda a Palavra de Deus quando diz: "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." (Jr 29:13), mas com um olhar distante e humano, que na sua forma rebuscada, nada consegue verdadeiramente enxergar, a não ser o próprio reflexo de seus pecados, como se prostrado diante de um espelho estivesse, refletindo sua própria imagem.

Então, eu lhe pergunto! O que você tem buscado ver quando intenta olhar para Cristo? O que as Escrituras revelam ou o que a sua vista embaçada mostra como avesso do que Ele realmente É!

Como ver Cristo diferente daquilo que o olhar espiritual nos revela, pois assim, nos diz a Palavra: "Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU." (Ex 3:14).

Ah! Se cuidássemos da advertência dada por Cristo, quando assim disse: "Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mt 7:5).

Por fim, enxergar bem, não é ver tudo, mas sim conseguir ver o sol e saber que seu brilho não é ofuscado, mesmo que por trás da espessa nuvem que paira no céu, pois a cada dia ele está lá. Enxergar Cristo é compreender o que Ele disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida". (João 8:12).

Para reflexão: Abra os olhos do seu coração, permitindo-se enxergar o que você tem sede e necessidade de ver, quando buscar encontrar à Cristo. "O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança." (Sl 25:14).


Caruaru - PE

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Crucificar o eu

Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. (Mateus 16.24)

Para seguir a Cristo, devemos não somente abandonar alguns pecados específicos, como também renunciar aos nossos desejos egoístas, que se encontram na raiz de todos os nossos pecados. Seguir a Cristo é entregar a ele os direitos sobre a nossa própria vida. É também abdicar ao trono do nosso coração e reverenciá-lo como nosso Rei. Jesus descreve vividamente, em três frases, essa renúncia.
Negue-se a si mesmo: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue”. Esse mesmo verbo foi usado quando Pedro negou ao Senhor no pátio do palácio do sumo sacerdote. Devemos repudiar a nós mesmos da mesma forma  como Pedro repudiou a Cristo quando disse, “Não conheço tal homem”. Não se trata de parar de comer doces ou de fumar definitivamente ou por um período de abstinência voluntária. A questão não é negar algumas coisas a si mesmo, mas negar a si mesmo. É dizer não ao eu e sim a Cristo; repudiar o eu e reconhecer a Cristo como Senhor de nossas vidas.
Tome a sua cruz: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Se vivêssemos na Palestina, na época de Jesus, e víssemos um homem carregando uma cruz, nós saberíamos imediatamente tratar-se de um condenado à penalidade máxima, pois a Palestina era um país ocupado, e era assim que os romanos castigavam seus condenados. O professor H. B. Swete escreve em seu comentário sobre o evangelho de Marcos, que tomar a cruz é “colocar-se na posição de um homem condenado, a caminho de sua execução”. Em outras palavras, tomar a cruz é crucificar o eu. Paulo usa essa mesma metáfora quando declara que, “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne [isto é, nossa natureza corrupta] com as suas paixões e concupiscências”.
Na versão de Lucas dessas palavras de Cristo, a expressão “dia a dia” é acrescentada. Isto significa que o cristão deve morrer diariamente. Todos os dias ele renuncia à soberania de sua própria vontade. Todos os dias ele renova a sua entrega incondicional a Jesus Cristo.
Perder a sua vida. A terceira expressão usada por Jesus para descrever a renúncia ao eu é perder a vida: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará”. A palavra “vida” aqui não denota a existência física, nem a alma, mas o nosso eu. A psique é o ego, a personalidade humana, que pensa, sente, planeja e escolhe. De acordo com um ditado semelhante preservado por Lucas, Jesus simplesmente usou o pronome reflexivo para falar sobre o homem perder “a si mesmo”. O homem que assume um compromisso com Cristo perde a si mesmo. Isso não significa que ele perde a sua individualidade. A sua vontade é, de fato, submetida à vontade de Cristo, mas a sua personalidade não é absorvida pela personalidade de Cristo. Ao contrário, quando o cristão se perde, ele encontra a si mesmo e descobre a sua verdadeira identidade.
Assim, para seguir a Cristo, temos que negar a nós mesmos, crucificar a nós mesmos e perder a nós mesmos. Isso é o que Jesus requer de cada um de seus seguidores. Ele não nos chama para segui-lo de forma displicente, mas através de um compromisso forte e absoluto. Ele nos chama para que façamos dele o Senhor de nossas vidas.

Fonte: Ultimato Online

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Alguma coisa já mudou na sua vida?

O texto abaixo foi extraído do livro ‘Isso Muda Tudo’, de Jaquelle Crowe, futuro lançamento da Editora Fiel.

Eu consigo pensar em algumas coisas que mudaram a minha. O nascimento do meu irmão mais novo, por exemplo. O meu primeiro emprego. Minha mudança para o Texas. Descobrir que a minha avó estava com câncer. Passar no meu primeiro exame de motorista. Ser aceita na faculdade. Enviar o meu primeiro artigo para TheRebelution.com.
Sei que você também passou por muitos momentos que mudaram a sua vida. Você começou a frequentar uma nova escola, ganhou o primeiro carro, conheceu alguém famoso ou foi para algum lugar legal. Você sabe quais foram esses momentos. Desde os mais impressionantes até os que pareciam não ter valor algum, todos nós já tivemos esses momentos extraordinários que mudaram o nosso ponto de vista e, de alguma maneira, também a nossa vida. Deram-nos novos rumos ou nos colocaram em novos caminhos.
Mas, embora esses momentos tenham deixado marcas importantes em nossa vida, nunca nos mudaram por completo. Continuamos a ser as mesmas pessoas. Continuamos a ter a mesma aparência, a falar da mesma maneira e a acreditar na maior parte de tudo aquilo em que acreditávamos.

Isso é o que faz com que Jesus seja diferente.

Jesus muda tudo na vida de uma pessoa, tanto as coisas que são óbvias como aquelas que ninguém vê. Ele transforma o preto e o branco em cores que brilham e sacode os que dormem para que acordem totalmente. Os seguidores de Jesus não vivem mais da mesma maneira que viviam antes de começar a segui-lo. Não conversamos sobre as mesmas coisas nem lemos mais os mesmos livros. Não continuamos a nos vestir ou agir da mesma maneira que antes. Jesus renova as pessoas por completo. Ele ressuscita aqueles que estão espiritualmente mortos e faz com que tenhamos uma vida emocionante, bela e abundante.

Existe um Problema

Mas é aqui que encontramos um problema. Existem pessoas em todo o mundo – celebridades de capas de revistas, a mãe que leva o filho para jogar futebol, a pessoa  que usa o armário ao lado do seu – que afirmam seguir Jesus, mas que, de fato, não seguem. Dizem ter um coração dedicado à busca apaixonada por Deus, mas não ocorrem mudanças em suas vidas. Vidas indiferentes. Vidas que se confundem, se misturam e se moldam ao mundo. Jesus não mudou nada em suas vidas.
E esse é um problema que está crescendo cada vez mais. Drew Dyck, autor e editor cristão, certa vez ouviu a seguinte  mensagem  em  uma  conferência  de  jovens:  “Ser cristão não é difícil… Você não vai perder seus amigos ou deixar de ser popular na escola. Nada vai mudar. Sua vida será a mesma coisa, e ainda muito melhor”. Drew ficou chocado com isso, mas os adolescentes, não. Na verdade, eles nem estavam prestando atenção. Estavam jogando Doritos uns nos outros. Foi inevitável que Drew pensasse: “E por que eles deveriam prestar atenção? Quem se importa com algo que não envolve aventura, sacrifício ou risco?”.
Se Jesus não muda nada, eles estão certos. Então, quem se importa com o cristianismo? Mas o oposto também é verdadeiro. Se Jesus muda tudo, vale a pena arriscar tudo para segui-lo. E a verdade é esta. Se você aprender apenas uma coisa neste livro, que seja o seguinte: Jesus não tem seguidores sem convicção. Ele exige tudo. Quando ele salva alguém, muda tudo. A pergunta inevitável é apenas esta: Como?

Como Isso Mudou a Vida de Paulo

Conheça Paulo. Ele nasceu como você e eu – pecador com um pequeno punho cerrado em rebelião contra Deus; esse punho, então, cresceu e tornou-se um punho gigantesco que declarou: “Odeio tanto Jesus que vou perseguir seus seguidores”. Como um inimigo imensurável de Jesus, Paulo queria acabar com seus seguidores. Ele queria que os cristãos fossem mortos e trabalhava para isso a todo instante. Até que Jesus o encontrou e disse: “Paulo, você é meu” (At 9). Como um interruptor que é ligado de repente, aquele que odiava Jesus tornou-se um seguidor dele.

Tudo na vida de Paulo mudou rápida e radicalmente.

Sua vida, seus sonhos, suas ideologias, paixões, motivações e seu trabalho foram virados do avesso, transformados de uma forma irreversível. Antes era um perseguidor de cristãos; agora, seu maior defensor. Ele abandonou sua antiga vida e passou a seguir Jesus em uma vida nova e muito mais feliz, repleta de missões globais e plantação de igrejas, pregando sobre Jesus a qualquer um que quisesse ouvir.
O Espírito de Deus também o inspirou a escrever 13 livros do Novo Testamento. Em um deles, a carta à igreja na antiga cidade de Filipos, Paulo definiu o que é um seguidor de Jesus – um cristão. A definição é longa, mas completa. Leia com atenção.
Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. (Fp 3.8–11)

O que é um cristão?

Segundo Paulo, um cristão é alguém que faz seis coisas: (1) valoriza Cristo, (2) desvaloriza todas as outras coisas, (3) deposita fé em Cristo somente, (4) conhece Cristo, (5) sofre por ele e (6) torna-se como ele.

Seis coisas que um cristão faz (segundo Paulo)

1. Valoriza Cristo;
2. Desvaloriza Todas as Outras Coisas;
3. Deposita fé em Cristo Somente;
4. Conhece Cristo;
5. Sofre por Ele;
6. Torna-se como Ele.


Por: Jaquelle Crowe. © 2017 Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br. Traduzido com permissão. Fonte: Isso Muda Tudo – Futuro lançamento da Editora Fiel.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Por que devemos orar pelas crianças?

Todas as crianças estão em risco hoje em dia. Milhões sofrem com a pobreza e outros milhões sofrem com os efeitos da prosperidade. Estas têm tudo para viver, mas nada pelo que viver. Em um mundo globalizado, digital, todas as crianças estão expostas e vulneráveis a violência, abuso, negligência, prostituição e pornografia. Em sistemas escolares burocráticos a maioria das crianças suportam sistemas educacionais deficientes e com conteúdo anti-Deus. Outras ameaças incontáveis abundam.

E há mais do que ameaças externas, materiais, seculares. Li um artigo recente que me relembrou que a nossa luta não é contra a carne e o sangue. Jonathan Parnell,1 escreve que “existe uma guerra pelas crianças, e nós todos estamos, de um jeito ou de outro, exercendo um papel nesta guerra. Toda vez que avançamos como pais fiéis (ou cuidamos de crianças em algum aspecto, incluindo a defesa de direitos daqueles que ainda nem nasceram, ou nos voluntariando para o berçário aos domingos), estamos lutando contra demônios”.

Não há nada que Satanás e seus demônios odeiam mais do que crianças. Ele sempre usou pessoas más e sem Deus para roubá-las, matá-las e destruí-las. Nós vemos seus esquemas e atrocidades em toda a Palavra. Algumas passagens que lemos na Bíblia se parecem com as manchetes dos nossos dias:

- A criança de colo é arrancada do seio de sua mãe; o recém-nascido do pobre é tomado e vendido (Jó 24.9).
- Meninos são trocados por prostitutas! “Lançaram sortes sobre o meu povo e deram meninos em troca de prostitutas; venderam meninas por vinho, para se embriagarem” (Jl3.3).
- Crianças sacrificadas por seus próprios pais! (Jr 32.35).

Minha canção de Natal favorita, “Oh, cidadezinha de Belém”, tem os bonitos versos “Tão quieta te encontramos, sobre teu sono profundo e sem sonho as estrelas silentes passam”. No entanto, a cidadezinha de Belém quando Jesus nasceu não estava quieta e profundamente adormecida, como a doce canção sugere. Longe disso, era um lugar de violência terrível e morte chocante, lamento e sofrimento. Aquelas primeiras crianças de Belém morreram porque Satanás odiava o bebê Jesus. Em certo sentido, elas morreram no lugar do menino Jesus. Elas foram as precursoras de milhares, ou até milhões de crianças que vieram a ser mártires por causa do Unigênito e por causa das boas novas que o Filho trouxe ao mundo.

No livro Adopted for Life,2 Russell Moore afirma que “seja através de maquinações políticas como as de Faraó e de Herodes, seja através de conquistas militares nas quais exércitos sanguinários arrancam bebês dos ventres das grávidas (Am 1.13), ou através de ações aparentemente mais “rotineiras” de desintegração da família e de instalação do caos familiar, as crianças sempre são feridas. A história da humanidade está repleta com seus cadáveres (p. 63). As potestades demoníacas odeiam bebês porque odeiam a Jesus. Quando destroem ‘o menor deles’ (Mt 25.40, 45), a criança mais vulnerável entre nós, o Maligno destrói a imagem de Jesus” (pp. 63-64).

O Antigo Testamento termina com uma verdade profunda e séria. A não ser que os corações dos pais se voltem para os filhos, “Eu castigarei a terra com maldição”. Passaram-se quatrocentos anos de silêncio, até o nascimento daquela criança de Belém. Podemos olhar ao nosso redor e ver que a terra está castigada com uma maldição. À medida que vemos o abuso, a exploração e a negligência das crianças, sabemos que não era dessa forma que Deus queria que elas vivessem. A terra está amaldiçoada. Maldição não se remove com comida, remédios, nem com livros ou educação. Maldição não se remove com mais recursos, programas ou intervenções. Maldição é algo espiritual e deve ser removida com uma intervenção espiritual.

Então, sim: Como cristãos, usaremos todas as ferramentas e ideias disponíveis para proteger e sustentar as crianças preciosas que nos foram confiadas. No entanto, nossas armas incluirão algo muito mais poderoso e definitivo do que as intervenções seculares costumeiras. Nós vamos orar. Nós vamos orar sem cessar. Nós vamos encharcar tudo que fazemos e imaginamos em oração e intercessão.

Agiremos conforme o escritor de Lamentações nos exorta:

“Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas de todas as ruas” (Lm 2.19).

Dan Brewster é diretor de programas acadêmicos da Compassion International. Tem como principal responsabilidade servir como conselheiro e consultor para seminários e instituições cristãs sobre programas para o desenvolvimento integral da criança. Participou do planejamento e monitoramento de projetos de ajuda humanitária e voltados para o desenvolvimento infantil e familiar em mais de cinquenta países. Dan é doutor em missiologia pelo Fuller Theological Seminary. Ele e a esposa, Alice, vivem em Penang, na Malásia, e têm três filhos adultos. Dan é o autor do nosso lançamento de junho A Criança, a Igreja e a Missão.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

6 motivos para cair (ou não) na folia

Não vou dizer que o carnaval está aí, porque acho que todo mundo já notou. Mas pode ser que alguém ainda esteja na dúvida se cai na farra ou não. São dias para ficar à toa e, para ajudar sua escolha, veja essas razões:

1. Você pode ser quem você quiser
É enfiar uma máscara e sair livre por aí. Para dizer a verdade, nem precisa de máscara, porque a sua própria cara funciona como a máscara do Máskara. Além disso, não vai ter patrulhamento, é cada um na sua, escolha o que ou quem quer ser e vamo-que-vamo.

2. Você pode ser você mesmo

Isso aí. Se é no resto do ano que você fica mascarado, agora libere seu assanhamento, solte a franga, vá para galera, curta adoidado, leve os quatro dias numa boa. Ninguém vai te estranhar, porque todos os conhecidos vão pensar que você está se mascarando, afinal, o ano inteiro você é careta. Só você sabe que a hora é de se soltar e assumir a sua real identidade.

3. O carnaval faz a gente esquecer os problemas do país


Ninguém merece: estão dizendo que a economia está melhorando (há quem acredite...), mas a política é claro que não mudou, porque “eles” continuam lá e continuam rindo. Solução? Quatro dias no bloco dos Otários do (ainda) Morro (disso) ou no cordão do carnavalesco Nadinha Resolvido da Silva. Depois do carnaval está tudo pior, mas ano que vem tem mais.

4. Abandono de regrinhas chatas e sem sentido

Eu sei que muitos políticos vão fazer na vida pública o que eles faziam na privada e aí no carnaval a moda pega. Banheiro público vira isso mesmo: fazer as necessidades em público. É isso que quer dizer aquele antigo hino (des)conhecido:
“brava gente brasileira,
longe vá pudor senil,
veja quanta gente jovem
emporcalhando o Brasil”.

5. Pegação geral e desrespeito às mulheres


Neste país em que mulher é vista por muitos como objeto ano inteiro, no carnaval ela se apresenta desembrulhada, pronta para consumo. Mas o machão brasileiro é exigente, então quer dar uma apertadinha para ver se a fruta está madura, quer degustar para ter certeza de que não leva gato por lebre. Alto nível.

6. Libidação ou liberação geral

Embora pecado tenha muitas modalidades, a ideia de que não existe pecado do lado de baixo do Equador é sempre associada a sexo sem barreiras. Não interessa quem com quem nem com quens, nem quando, nem quantos, nem onde. Toda hora é hora, então, que tal agora? Tem gente passando? Então vamos nessa.

Está bem, chega de ironias. Você não cai nessa farra. O caso, porém, é que, mais do que fugir do carnaval, importante é tirar o carnaval de nós. Se não, a gente pode passar os quatro dias em um retiro abençoado, mas desfilar o ano inteiro no mesmo bloco, na mesma avenida.

Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

2018: Ano da Bíblia

Um ano inteiro para celebrar o Livro Sagrado é o que propõe a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), ao lançar 2018 como o Ano da Bíblia. A iniciativa tem como objetivo destacar a importância deste livro, o maior best-seller de todos os tempos, e também comemorar os 70 anos da SBB, que serão completados em 10 de junho. Com o lema “Bíblia Sagrada: o livro da esperança”, as festividades começaram em 10 de dezembro, no Dia da Bíblia de 2017, e serão encerradas no Dia da Bíblia de 2018.

Por que celebrar a Bíblia
Livro mais lido, traduzido e distribuído, no Brasil e no mundo, a Bíblia atravessou os mais diferentes formatos, do papiro à era digital, numa demonstração clara da perenidade e atualidade da Palavra de Deus. Primeira obra de grande porte a ser produzida pela prensa de Gutenberg, a Bíblia continua sendo o livro mais impresso em todo o mundo, ao longo de cinco séculos.

Considerada um tesouro da humanidade, a Bíblia completa já foi traduzida para 648 línguas, entre as 6.887 faladas no mundo, de acordo com dados de 2016. O Novo Testamento é encontrado em 1.432 línguas e trechos da Bíblia em 1.142 idiomas. Embora ainda restem mais de 3.222 línguas faladas por pequenos grupos – totalizando mais de 250 milhões de pessoas – que não possuem um só trecho da Bíblia traduzido, é relevante a importância do Livro Sagrado para pessoas das mais diversas etnias, em todos os pontos do planeta.

Mais recentemente, a Bíblia passou a ser disponibilizada em formato eletrônico, podendo ser acessada por meio de smartphones e leitores digitais. Um exemplo é o aplicativo Biblia Plus, desenvolvido pelas Sociedades Bíblicas Unidas – aliança da qual a SBB faz parte e que reúne 147 Sociedades Bíblicas no mundo –, por meio do qual são oferecidas, gratuitamente, traduções bíblicas em diferentes línguas.

No Brasil, levantamento da SBB referente a 2016 aponta a distribuição de mais de 1,5 milhão de exemplares das Escrituras em formato digital. No total, incluindo as obras impressas, foram distribuídas 6.773.421 Bíblias completas, enquanto as demais publicações, somando-se a Novos Testamentos, livretos, folhetos, obras acadêmicas e publicações infantis, atingiram 277.397.304 de exemplares.

Desde 2002, a Bíblia completa também está disponível em Braile, tornando-se acessível também a esse segmento da população. Outros públicos contemplados com edições especiais do texto bíblico são as pessoas com deficiência auditiva e comunidades indígenas e de imigração.

Comemorações variadas

Em 2018, a SBB completará 70 anos, marcados pelo esforço de distribuir a Bíblia a todas as pessoas em qualquer lugar que estejam. Por isso, está convidando todas as igrejas cristãs a homenagear esse importante livro. A programação do Ano da Bíblia será divulgada ao longo do ano. Um Comitê Nacional de Referência, composto por cerca de 2.000 líderes, e comitês estaduais darão suporte às iniciativas. “Queremos ampliar a divulgação e o conhecimento das Escrituras Sagradas no Brasil”, afirma Erní Seibert, secretário de Comunicação, Ação Social e Arrecadação da SBB.

O Ano da Bíblia merecerá programação especial no tradicional Fórum de Ciências Bíblicas, que chegará à 14ª edição em 2018, e nos Seminários de Ciências Bíblicas, promovidos pela entidade. Uma exposição sobre o tema, com peças do Museu da Bíblia (MuBi), percorrerá vários pontos do País, a partir de fevereiro, e será destaque também no espaço cultural da SBB, em Barueri (SP). O lançamento será no Dia da Bíblia, em 10 de dezembro, mas antes, no dia 6, será realizada, em Brasília, uma sessão solene na Câmara dos Deputados.

Além disso, a SBB lança a Nova Almeida Atualizada, revisão da consagrada tradução Almeida Revista e Atualizada, uma das preferidas pelos cristãos brasileiros. Com estilo clássico e linguagem atual, a obra foi desenvolvida tendo como base os textos bíblicos originais em Hebraico, Aramaico e Grego. Outro destaque será a transcrição do Novo Testamento em linguagem web. O projeto foi pensado com o objetivo de promover a interação do público jovem com o texto bíblico.

Na programação, não faltarão atividades. As igrejas serão convidadas a realizar maratonas de leitura, ciclo de palestras sobre o Livro Sagrado, cultos especiais, exposições, festivais de música, passeios ciclísticos e carreatas, entre outras atividades.

Esta é a segunda edição do Ano da Bíblia no Brasil. A primeira celebração ocorreu em 2008 e teve como tema “Bíblia Sagrada – Um livro para todos”.

Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Foto: Aaron Burden

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