NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Todo herege se baseia na Bíblia

Para muitas pessoas o herege é aquele que não dá valor a Bíblia Sagrada, que rasga versículos ou não quer saber de religião, muito pelo contrário, na história da Igreja os hereges surgem da comunidade cristã e utilizam as Sagradas Escrituras para defender a sua heresia, estas pessoas se baseiam em textos bíblicos e fazem uma leitura fundamentalista, situação muito comum até hoje.
Não é atoa que o Diabo ao tentar Jesus no deserto se utilizou das Escrituras para tentar induzir Jesus ao erro quando disse: “Se tu és o filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces com teu pé em alguma pedra” (Mt 4.6). Sabemos é claro que Jesus também se utilizou das Escrituras para responder o Diabo: “Disse-lhes Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus”. Temos aqui um conflito, a pergunta é: como interpretar as Escrituras? Quando utilizar determinado versículo? Percebemos que o Diabo se fundamenta em um versículo para tentar levar Jesus ao erro, e o Cristo, nosso Senhor, utiliza-se da mesma Escritura de forma coerente, de forma revelada, de um jeito verdadeiro, afinal, ele estava no deserto conduzido pelo Espírito de Deus (Mt 4.1).
Antes de continuarmos, o que precisa ficar claro até aqui é que citar um texto bíblico ou se basear em textos bíblicos para justificar as ações não significa fazer o que é certo, não quer dizer “obedecer a Deus”. Entenda, até o Diabo utilizou-se de passagens bíblicas para tentar induzir Jesus ao erro, é óbvio que hoje em dia o que mais ocorre são pessoas se utilizando das Escrituras de um jeito errado, induzindo pessoas ao erro! A forma de não cair nessa cilada não é simplesmente citar outros versículos bíblicos, não é simplesmente ficar rebatendo textos das Escrituras, mas “existir em Jesus Cristo”, isso é profundo: Jesus não rebateu textos bíblicos, mas estava sendo conduzido pelo Espírito de Deus para o cumprimento do propósito do Reino de Deus (Jo 6.38; Lc 4.18ss). Isso o herege não faz, o herege cita versos para criar doutrinas vazias, confusas e que distanciem o Evangelho do Reino de Deus apresentado em Jesus.
Tanto que, o conflito de Jesus em sua época foi intenso com os mestres da Lei, os fariseus e os escribas (Lc 10.25-37; Lc 5.17-26), aqueles que conheciam a Torá. Pessoas que justificavam seus pensamentos, preconceitos, opiniões e criavam suas doutrinas baseados nas Escrituras, eles eram fiéis ao texto, preservavam cada vírgula do que estava escrito. Mas, como sabemos, foram ferozmente confrontados por Jesus. Perceba como isso é idêntico aos dias de hoje, as pessoas dizem que isso é assim ou assado por que tal texto Bíblico fala tal coisa, e as interpretações são feitas sem verdades, distantes de um Jesus Cristo proclamando um reino de Deus.
Isso é tão verdade, que Jesus teve que dizer a estes religiosos: “Não pensem que vim abolir a lei ou os profetas, não vim revogar a lei, mas cumprir” (Mt 5.17). Jesus mostrava em suas atitudes que ele próprio era as Escrituras de forma viva! Ele é o verbo encarnado (Jo 1), ele é a palavra de Deus na prática, ele é a Verdade, o caminho de Deus, a vida que Deus tem para nós (Jo 14.6). Você consegue perceber isso? É fundamental esta compreensão. Essa é a chave de interpretação para destronar todo o herege que tenta utilizar a Bíblia para criar doutrinas vazias e levar as pessoas a uma forma de vida que não foi proposta por Jesus Cristo.
É um absurdo o tamanho das heresias proclamadas hoje por pessoas que afirmam tudo apontando suas Bíblias. Uma teologia da prosperidade que se baseia em Deuteronômio 28 e Malaquias 3.10 e fogem totalmente do contexto de interpretação e são completamente o oposto da realidade que Jesus, que é o Centro, apresentou! É um absurdo o Calvinismo de hoje, nem Calvino acreditariam no que fizeram com sua teologia! É ridículo um pentecostalismo que grita: “A Bíblia diz!” E traz uma mensagem triunfalista ou sentimentalista. Não dá pra contar o tamanho desses hereges.
Pelo amor de Deus me entenda! Não estou desmerecendo em nada a Bíblia, percebe isso? Estou afirmando categoricamente que o herege vai usar a própria Bíblia para nos conduzir ao erro. E que erro? Ao erro de viver o oposto da forma que Jesus viveu.
Jesus Cristo é as Escrituras na prática, todo o Antigo Testamento é um sinal que aponta para a pessoa do Salvador (Mt 5.17), não foi atoa que o autor aos Hebreus ao falar da lei, das festas religiosas e dos sacrifícios, disse: “Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo”. O herege foge dessa realidade, Jesus Cristo é a chave hermenêutica das Escrituras, ao ler a Palavra de Deus você tem que entender que cada texto ali expressa sobre a pessoa de Jesus e se houver dúvidas sobre a passagem lida do texto bíblico, é necessário olhar para Jesus, por que ele é o Verbo encarnado que cumpre tudo aquilo e ensina o que significa todos os textos bíblicos!
Quer vencer qualquer herege que cite diversos textos bíblicos para justificar sua doutrina? Apresente Jesus Cristo, isso é suficiente.
As pessoas preferem ficar com a letra, se justificarem com textos fora do contexto, se fundamentam na Bíblia para “hereisar” (termo que criei agora que significa praticar heresias), sendo que, “Deus nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica”(2Co 3.6). Em que o Espírito nos vivifica? Ao falar sobre o Espírito Santo, Jesus disse: “Ele lhes fará lembrar tudo o que eu vos disse” (Jo 14.26). Que fantástico! Tudo aponta para Jesus Cristo!
Os hereges se utilizam da Bíblia, os servos de Deus não se utilizam, mas vivem em Cristo Jesus e, ao olhar a Bíblia, enxergam nela o Jesus Cristo que dá a vida e começam a viver no reino de Deus, como Jesus viveu

Fonte: Victor Santos

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cristo, o exemplo do nosso ministério

Pessoas que almejam o episcopado buscam incansavelmente estudar para levar um bom alimento para o seu público-alvo.
Com isto estudamos vidas de pregadores piedosos que fizeram muitas coisas para o cristianismo na terra, como: Agostinho de Hipona, Martinho Lutero, João Calvino, John Wesley, George Whitefield, Jonathan Edwards, Charles Finney, Charles Haddon Spurgeon, dentre outros.
Mas com isto perdemos um pouco o foco e esquecemo-nos do principal, esquecemo-nos do maior dos ministérios na terra, que foi o ministério de Cristo. O ministério que fez que todos estes que foram citados acima, tivessem vidas piedosas e ministérios relevantes para o reino de Deus.
Nós que almejamos o episcopado, devemos focalizar a vida de Cristo como exemplo para nosso ministério. Não posso isentar a vida destes homens como referência para nossa vida, porém o ministério de nosso Senhor Jesus Cristo é mui mais relevante do que qualquer ministério que passou na terra.
A coisa mais importante em um ministério não é ele ficar marcado apenas na terra, mas, produzir outros ministérios mais efetivos do que o primeiro. O próprio Cristo relatou aos seus discípulos: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (João 14.12 ARC).
O ministério ele deve ser ponte para outros ministérios, devemos ser líderes que fazemos outros líderes, pois, um bom líder faz líderes maiores do que ele*!
Para ser base para próximos ministérios, vejo que há três passos a serem feitos, que consegui extrair do esplêndido ministério de Cristo.
Preparar-se
Jesus nos teus 12 anos, crescia em estatura e se fortalecia em espírito. No período pascoal como era de costume sua família vai para Jerusalém. Em meio de homens doutos, homens polidos, Jesus se destaca, pois Ele começa a interrogar os doutores e os mesmos admiravam-se com sua inteligência e respostas. (Lucas 2.46-47)
Assim é notório de que Cristo, em sua infância, não passou uma infância apenas como uma criança comum, mas Ele se preparou como todo bom judeu exauriu toda Torá. Após sua preparação no período da sua infância, Jesus vai para o deserto para ser tentado, para assim iniciar seu ministério. Com toda uma preparação pré-ministerial, vemos que Cristo não iria agir de maneira precipitada, pois se preparou por volta de 30 anos para viver um ministério de três anos e meio.
Após a preparação inicia-se o ministério de Cristo.
Escolher/Ensinar
Jesus escolheu pessoas para segui-lo, pessoas nas quais, ele viu qualidades, pessoas nas quais Ele viu que seria útil em sua obra, desde ali começou a dar exemplo como líder, mostrando como deveria se importar mediante as situações, mostrando o que era mais correto a ser feito, liderando futuros líderes. Ele começou a prepara-los.
Nós como líderes devemos ser como Jesus, olharmos as pessoas que tem potencial e guiarmos elas para voos mais altos. Exemplo uma ave, ela tem potencial para voo, nós sabemos como ensina-las, porém cabe a nós direciona-las ao voo ou cortar suas asas, nós como bons líderes, devemos almejar em fazer líderes maiores do que nós, portanto devemos conduzi-los a voos maiores.
Delegar funções
Após ver o potencial, e ensina-las a voar, agora é o momento de deixa-las voar, para ver se aprenderam com os ensinamentos. Em Lucas 9:1-6 vimos Jesus delegando funções aos discípulos deixando-os livres para anunciar o evangelho. Não mostra que Jesus foi com eles. Tanto que no verso 10, mostra que os apóstolos retornaram, e contaram tudo o que aconteceu.
E nós? Em nossa caminhada, iremos ver pessoas com potencial e não delegaremos nada a elas, porque dizemos que não é o tempo ainda, tem que se preparar mais. Porém temos que analisar ver quem tem este potencial e ensinar, como disse nos capítulos anteriores, e delegar funções para que eles aprendam.
Nós só vamos descobrir se alguém aprendeu se a pessoa for provada naquilo. E foi isso que Cristo fez, delegou funções, e não desistiu de ensinar a eles. Assim tem que ser com nós. Ninguém foi maior que Cristo, porém os apóstolos fizeram obras maiores do que a Dele, cumprindo aquilo que Ele falou!
Jesus não teve um receio, deixou que eles sentissem como seria a vida ministerial deles por um momento, assim, delegou, deu as instruções e deixou caminhar. Nós só descobriremos se alguém aprendeu se a pessoa for provada naquilo. Foi assim que Cristo fez, delegou funções, não desistiu de ensinar a eles. Assim que devemos ser. Ninguém foi maior que Cristo, porém os apóstolos fizeram obras maiores do que a Dele, cumprindo aquilo que Ele falou!
Nós como líderes ou futuros líderes, não devemos pensar em termos um ministério de sucesso, onde nosso nome fique marcado na história, onde seremos reconhecidos pelos homens, mas, devemos ter um ministério relevante, um ministério que impulsione outros ministérios, um ministério base para outros. Pois um bom líder faz líderes maiores do que ele!
* Lembrando que não há líderes maiores do que Cristo. Mas a efetividade com a pregação e conversão no ministério dos apóstolos foi bem maior que o ministério de Cristo. Pois Cristo os preparou para levar o evangelho.

Por Lucas Soares

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Fuja de líderes “performáticos”

No meio cristão, infelizmente, há muitos conceitos equivocadas acerca de quem é o Espírito Santo. Para alguns, é uma espécie de força “mística”. Outros O compreendem como um poder impessoal que Deus concede aos seguidores de Cristo. E o que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? De forma concisa nos diz que o Espírito Santo é Deus, além de nos informar que é uma Pessoa, um Ser com mente, emoções e vontade.
Assim, o Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua Vontade, como podemos ver claramente em I Coríntios 12:7-11. O versículo 11 em especial nos esclarece que o Espírito Santo opera todas essas coisas (os dons espirituais), repartindo particularmente a cada um como quer. Ou seja, o Espírito Santo é soberano e livre, agindo quando quer, como quer e onde quer.
E é aqui neste ponto que gostaria de tecer algumas considerações acerca de como esta liberdade que o Espírito Santo possui é frequentemente esquecida totalmente pelo que denomino de pastores “performáticos”.
Podemos dizer que performático é aquele líder que está à frente de algum tipo de show (como infelizmente viraram muitos cultos) ou de demonstração de habilidades para entreter ou suprir as necessidades das pessoas, uma espécie, de “artista natural”, considerando-se, nas palavras de Shakespeare, que: “o mundo inteiro é um palco.”
Mas, alguém pode estar se perguntando: Onde isso se insere no contexto cristão? O que ocorre é que infelizmente em vários cultos, o pastor é colocado como uma espécie de “popstar”, de “ungido do Senhor”, apto a usar de seus dons espirituais em “todas” as reuniões que comparece para trazer bênçãos a seus ouvintes, principalmente se possui um ministério destes específicos de cura ou profecias, que arrastam milhares de pessoas à igreja em uma fé do tipo utilitarista, onde a profecia e o milagre parecem ser muito mais importantes do que o próprio autor do milagre ou da benção.
Ou seja, a centralidade da pregação deixa de ser a Cruz de Cristo para se travestir de qualquer outra coisa.
Neste ponto, devo deixar claro que acredito, sim, que muitos pastores são usados nos nossos dias, com dons espirituais, pois acredito na contemporaneidade dos dons e não que eles cessaram com a igreja primitiva. Porém, penso ser um tanto questionável quando o uso destes dons passa a ser a tônica, o eixo central, de um ministério pastoral. É um prato cheio para aberrações, excessos e, não raramente, de charlatanismo e uso indevido do nome de Deus.
E por que penso desta forma? Exatamente porque acredito, como já mencionei, que o Espírito Santo é livre para agir quando quer, como quer e onde quer. Assim, se um destes pastores “performáticos” se propõem a fazer, digamos, 20 cultos em um mês, com anúncios antecipados de “grandes noites de curas milagrosas e profecias”, etc., como pode ele próprio (ou a igreja que o chama para pregar) afirmar que naquele dia específico haverá milagres e prodígios? Obviamente não há como. E aí começa-se a usar o nome de Deus em vão, sem qualquer espécie de temor.
Pastores que começaram sua jornada ardentes pelo amor a Cristo passam a agir com o passar dos anos como um ímpio que não tem temor e age de forma cínica. E se ele não para essa “roda viva” para refletir sobre o seu ministério, é porque muitas vezes não lhe caiu a ficha ou porque está mais preocupado com o fato de suas lotadas plateias voltarem para casa decepcionadas, achando que a “unção” não foi grande aquele dia. Ou seja, vaidade de vaidades, expressão que aparece, como nos esclarece Ed René Kivitz em seu livro sobre Eclesiastes (“O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”), 35 vezes e que pode ser traduzida como inutilidade, futilidade, ausência de sentido, ou usando uma expressão de Haroldo Campos, “névoa de nada”.
Ressalte-se que muitos judeus preferem escrever apenas “D-us”, ou “D’us” ou ainda HaShem, para se referirem a Deus sem citar seu nome completo, em respeito ao terceiro mandamento recebido por Moisés pelo qual Deus teria ordenado que seu nome não fosse falado em vão.
Isto porque, no Judaísmo, cumpre-se o mandamento não escrevendo o nome de Deus em nada que possa ser consumido. Isto é, escrever o nome de Deus em um papel, o fogo pode consumi-lo.
Atente-se que não estou defendendo legalismos como estes dos judeus, que não fazem mais sentido no período de Graça, em que vivemos depois da vinda de Jesus, mas, acho bonito e significativo como símbolo de que devemos tomar muita precaução como cristãos ao citar o nome de Deus, pois Ele é Santo e não pode ser alguém que usamos para nossas conveniências pessoais.
Quando escrevo estas linhas, vem a minha mente a situação vivenciada por uma amiga, a qual a mãe tinha sido diagnosticada com um tumor cerebral, apesar de até então ter uma saúde inabalável. Assim, a mãe dela foi procurar um destes pastores “da unção”, fora de nossa igreja, sendo que este líder lhe disse que Deus estava lhe falando que ela seria curada com certeza de sua enfermidade. Mesmo diante disso, a genitora dela veio a óbito. E com ela, a “fé” da minha amiga, que ficou muito ferida com todo o episódio, caindo na descrença.
Hoje, como profissional, vejo minha amiga frequentemente, pois somos da mesma área, e fico me perguntando sozinho, sem respostas: Será que tudo aquilo poderia ter sido diferente?
Assim, temos que estar atentos para que em nossas igrejas não estejamos vivendo algo parecido com o que foi mostrado no filme LEAP OF FAITH, traduzido aqui no Brasil, como “Fé Demais Não Cheira Bem”, que é um filme de Hollywood, de 1992, estrelado por Steve Martin, que faz o papel do Reverendo Jonas Nightengale, um charlatão que promete milagres “em série” em troca das ofertas que recebe por doação.
O mais interessante é que no final do filme, seu ônibus quebra no meio do estado do Kansas, ele acaba reconhecendo os seus erros e um verdadeiro milagre acontece. É assim que vejo os milagres de Deus em nossas vidas, muitas vezes, sem qualquer programação, sem mandar “recado prévio” e espontâneo, sendo que o maior deles é a Salvação que Ele nos trouxe, sendo nós miseráveis pecadores.
Concluindo, temos que a expectativa de milagres em determinados ambientes eclesiásticos é tão intenso, que acabam criando uma dependência psicológica em muitas pessoas, dando espaço para cenas esdrúxulas e de pouquíssima sabedoria em ambientes onde pastores  como estes a que me referi pregam.
Neste ponto, o culto que deveria ser racional, como nos exorta a Bíblia, passa a ser muitas vezes um culto irracional, ou seja, algo que é feito instintivamente, focado apenas em emoções, arrepios e choros compulsivos, sem critérios ou razões que justifiquem. Em um culto assim é praticamente impossível se seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40).

Por Leandro Bueno

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A Igreja começa em casa

O apóstolo Paulo nos lembra num versículo simples o que é umas das coisas mais claras da Bíblia: não adianta nada viver o cristianismo para os outros sem viver o mesmo com sua família.
Por isso é tão importante fortalecer e criar uma estrutura forte em casa antes de sair proclamando um cristianismo fajuto. Não somente é importante criar hábitos que demonstrem essa fé em casa, mas que estimule a igreja em casa. Na verdade, é muito comum que famílias tenham todo o tipo de compromissos na igreja, e sejam até envolvidos em ministérios, mas em casa nada disso é vivido. As consequências disso? Os perigos de sermos duas coisas diferentes na nossa fé.
Se não conseguimos manter e ensinar nossos filhos, ou ainda, termos um momento a sós, ou como um casal em casa e com o Senhor como vamos produzir frutos verdadeiros fora de casa?
Afirmo com convicção que o atual estado da Igreja é fruto da falta de igreja dentro de casa. Como ensinar nossos filhos em todas as virtudes pregadas na igreja se nós nem ao menos vivemos isso nas quatro paredes?
Como vivermos um casamento sólido se não separamos tempo para orar por e com nossas esposas e maridos? É certo que uma família alicerçada nesses hábitos simples e diários de fé mutua pode e muito reforçar aquilo que é feito na Igreja como corpo. Agora se nem em casa, nossa célula por excelência, vivemos as doutrinas básicas do cristianismo como viveremos isso apenas aos domingos?
Nessa era do politicamente correto nos tornamos aquilo que mais temíamos: fariseus sociais. Religiosos do tipo que Jesus retrata na parábola do bom samaritano.
Fariseus do século moderno que vivem apenas socialmente um cristianismo superficial. Não tratamos de problemas centrais, não vivemos coisas centrais e nos preocupamos com coisas estupidas como: tatuagem é pecado ou não? Quanto se deve dar de dizimo? etc e coisas centrais não cumprimos como orar todos os dias, ler a Bíblia todos os dias e obedecer aquilo que Cristo deixa mais do que claro: servir.
Enfim, não servindo nossa família como verdadeiros cristãos pouco se fará fora dela.

Fonte: gospelprime

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Uma fera indomável

“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tg 3.2).
Benjamim Franklin disse que a fera mais perigosa do mundo tem sua toca escondida atrás dos dentes. A língua é fogo. É mundo de iniquidade. Coloca em ruínas toda a carreira humana. Tem o poder de dirigir, pois é como o freio de um cavalo e como o leme de um navio. Se bem utilizada pode conduzir-nos em segurança, mas se usada com insensatez pode levar-nos à destruição. A língua tem o poder de destruir. É como fogo e como veneno letal. Um pequena chama incendeia uma floresta. Uma pequena dose de veneno tem um terrível poder letal. A língua tem o poder de deleitar. É como uma fonte e como uma árvore frutífera. Deve trazer refrigério para os cansados e alimentar os famintos.
Tiago faz três afirmações sobre a língua, que vamos aqui destacar:
Em primeiro lugar, a língua é destruidora (Tg 3.1-6). A língua é um pequeno órgão do corpo que pode destruir toda a carreira humana. Pode levar o homem ao inferno e ela mesma ser destruída nesse lugar de chamas eternas. Quantos relacionamentos estremecidos por causa da maledicência! Quantas guerras sangrentas foram provocadas por palavras insensatas! A língua é mundo de iniquidade. Está cheia de peçonha. É uma espada que fere, um fogo que destrói, um veneno que mata. Mais pessoas têm sido destruídas pelo poder da língua do que por qualquer outra arma. Acautele-se acerca de sua língua. Põe guarda na sua boca e vigie a porta de seus lábios, pois as palavras proferidas são como setas que uma vez lançadas não voltam mais. São como um saco de penas jogadas ao ar do alto de uma montanha. É impossível recolhê-las todas.
Em segundo lugar, a língua é indomável (Tg 3.7,8). O homem com a sua inteligência tem domado os animais do campo, as aves do céu e os peixes do mar. Porém, o homem não consegue domar sua própria língua. Em vez de usá-la com sabedoria, muitas vezes, usa-a para ferir pessoas. Em vez de abençoar o próximo, açoita-o com o látego das críticas mais desumanas. O apóstolo Paulo diz que devemos falar sempre a verdade. Só proferir o que é oportuno. E só falar aquilo que vai transmitir graça aos que ouvem. O pensador grego Platão dizia que devemos passar o que ouvimos por três peneiras: A primeira peneira: É verdade o que você está me dizendo> Você já falou para a pessoa envolvida> O fato de você me contar esse caso, vai ajudar em sua solução> Caso o depoente não pudesse passar seus comentários pelo crivo dessas três peneiras, Platão lhe dizia: “Eu não quero ouvir o que você tem para me falar”.
Em terceiro lugar, a língua é incoerente (Tg 3.9-12). Tiago diz que a língua é incoerente, pois da mesma língua sai louvores a Deus e críticas ferinas ao próximo, que foi criado à imagem de Deus. A mesma língua que canta louvores a Deus também fala blasfêmias contra Deus e lança maldição sobre o próximo. Tiago argumenta que, assim como uma fonte de água doce não produz água salobra, assim, também, da nossa língua não é conveniente que saia bênção e maldição. Assim como uma figueira não produz azeitonas nem videira figos, assim também da nossa boca não deveria sair palavras tão incoerentes. Assim como uma fonte de água salgada não pode dar água doce, assim, também, uma língua cheia de veneno não pode produzir o que produz vida. Oh, quão corrupto é o nosso coração! A língua é incoerente, porque ela revela o coração. A boca fala daquilo que está cheio o coração.
Só nos cabe rogar a Deus misericórdia e refrearmos nossa língua, pois, Tiago diz que se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.

Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 16 de outubro de 2016

Adolescente cristãs são presas e comemoram: “O sofrimento é uma honra para nós”

Na Etiópia, três adolescentes cristãs foram presas após a distribuição de literatura bíblica em Babile, que fica na região da histórica cidade murada de Harar, de grande importância para os muçulmanos.
As três meninas – Eden, 15, Gifti, 14 e Mihiret, 14 – comparecem ao tribunal acompanhadas de uma mulher de 18 anos, conhecida como Deborah. Pelas leis do país, menores de idade não podem ser julgados pelo mesmo tribunal. Seu caso foi transferido para a cidade de Harar.
A acusação contra elas é por terem distribuído o livro cristão “Vamos falar a verdade em amor”, que responde a várias acusações feitas por um líder conhecido imã muçulmano contra o cristianismo. Contudo, líderes muçulmanos locais classificaram o material como “um insulto ao Islã”. Eles decidiram atacar a igreja evangélica Meserete Kristos em Babile, quebrando suas portas e janelas.
Lideranças políticas da cidade criticaram aqueles que tentam “incitar confrontos religiosos” e avisou que iriam tomar medidas drásticas. Na mesma noite outra igreja evangélica da cidade foi vandalizada. Ameaças contra os líderes cristãos continuaram e um grupo de cerca de 20 jovens muçulmanos foi até a casa do pastor da Meserete Kristos e o mandou abandonar a cidade, caso contrário perderia sua vida e propriedade.
As três adolescentes foram presas e relatam que apanharam na cadeia. Membros do ministério World Watch Monitor foram visitá-las e ficaram surpreendidos pelas declarações.
Eden e Deborah dizem que sua fé é inabalável. “O sofrimento é uma honra para nós. Devemos esperar perseguição. Não temos medo. Estamos cantando e orando aqui na prisão”, assegurou Eden. Deborah acrescentou que “É uma honra ser presa pelo Reino de Deus”.
Etiópia é uma das nações mais antigas do mundo, sendo inclusive citada na Bíblia. É o único país no norte da África que nunca foi dominado pelo islamismo, professado hoje por cerca de 30% da população.
Contudo, a pressão política vem crescendo nos últimos anos e os casos de perseguição aumentaram. A Etiópia ocupa a 18ª posição na lista anual da Portas Abertas que revela os 50 países mais difíceis para ser cristão no mundo.

Fonte: gospelprime

sábado, 15 de outubro de 2016

Você Está Cheio do Espírito Santo?

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

O texto em apreço apresenta dois imperativos: um negativo, outro positivo. O negativo proíbe o cristão de se embriagar com vinho; o positivo ordena-o a ser cheio do Espírito. A embriaguez produz dissolução; a plenitude do Espírito desemboca em virtudes cristãs. Tanto a embriaguez como a falta de plenitude do Espírito estão em desacordo com a vontade expressa de Deus.
Vamos, agora, considerar essas duas ordens:
Em primeiro lugar, não vos embriagueis com vinho (Ef 5.18a). A embriaguez é render-se ao domínio do álcool. É ser dominado pelo poder etílico. É perder o autocontrole. É entregar-se à dissolução. O efeito da embriaguez é a vergonha e o opróbrio. Seus resultados são a destruição da honra e a promoção da pobreza. A embriaguez tem sido a causa das maiores tragédias sociais. É responsável por mais de cinquenta por cento dos acidentes e dos assassinatos. Muitos casamentos têm sido destruídos por causa do alcoolismo. Muitas famílias têm sido arruinadas por esse vício maldito. A embriaguez semeia lágrimas, dor e morte. Aqueles que se entregam à embriaguez perdem seu nome, sua família e sua alma. Os bêbados não herdarão o reino de Deus.
Em segundo lugar, enchei-vos do Espírito (Ef 5.18b). Depois de dar a ordem negativa, o apóstolo Paulo mostra o imperativo positivo. Não basta deixar de fazer o que é errado; é preciso fazer o que é certo. Não basta deixar de ser dominado pelo vinho; é preciso ser governado pelo Espírito. A ordem divina encerra algumas lições:
Ser cheio do Espírito é um mandamento. Isso significa que um cristão sem a plenitude do Espírito está pecando contra Deus tanto quanto um cristão que se embriaga. Ser cheio do Espírito não é uma opção; é uma ordenança. Não ser cheio do Espírito não  é apenas um pequeno descuido. É um pecado de desobediência frontal à uma ordem expressa de Deus.
Ser cheio do Espírito é uma experiência contínua. O verbo “enchei-vos” está no presente contínuo na língua grega, o que significa que a plenitude do Espírito deve ser uma experiência permanente. A plenitude de ontem não serve para hoje. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Essa é uma experiência contínua e progressiva. As vitórias de ontem não são suficientes para hoje. Hoje é tempo de andar com Deus e ser cheio do Espírito Santo.
Ser cheio do Espírito é uma ordenança para todos os cristãos. A ordem está no plural. Líderes e liderados, grandes e pequenos, velhos e jovens, ricos e pobres, doutores e analfabetos precisam ser cheios do Espírito Santo. Nenhum cristão está dispensado dessa experiência. Essa é a vontade expressa de Deus para todo o seu povo, em todo lugar, em todo tempo.
Ser cheio do Espírito é obra de Deus e não desempenho humano. O verbo “enchei-vos” está na voz passiva. Isso significa que nós não produzimos a plenitude do Espírito; recebemo-la. Não é fruto do esforço humano; é resultado da graça divina. Na medida que nos despojamos de nossas paixões e desejos e nos rendemos ao senhorio de Cristo, somos cheios do Espírito. Enquanto temos vasilhas vazias, o azeite não pára de jorrar.
Ser cheio do Espírito produz resultados benditos. Em Efésios 5.19-21, Paulo cita quatro resultados da plenitude do Espírito: comunhão, adoração, gratidão e submissão. A plenitude do Espírito corrige nosso relacionamento com Deus, com o próximo e com nós mesmos. Eis a questão: Você está cheio do Espírito Santo? Há evidências dessa plenitude em suas palavras, ações e relacionamentos? A ordem é oportuna: “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Brasil: Mulheres oram durante assalto e arma de bandido falha 3 vezes

Exibido ao ar durante o programa “Brasil Urgente”, da Band, um vídeo está chamando atenção na internet. Durante o programa, apresentado por José Luiz Datena, foi exibida uma gravação de câmeras de segurança, por isso não há som. As imagens mostram o que seria apenas mais uma tentativa de roubo na violenta cidade de São Paulo. Contudo, o que se viu na tela foi um “milagre”.
Era perto das dez da noite do último sábado (9). Mãe e filha voltavam da igreja quando, em frente à sua casa foram abordadas por um homem armado. O bandido tenta entrar na casa de todo jeito, mas as mulheres reagem. Surge uma terceira mulher, que estava no interior da residência.
O homem acaba sendo enfrentado por elas, que começam a orar em voz alta, pedindo ajuda a Deus. Perdendo a paciência, o homem resolve atirar. São dois disparos à queima-roupa, mas a arma falha. As mulheres começam a gritar e ele atira uma terceira vez. Novamente o tiro não sai.
A mãe passa mal e desmaia. O homem não se comove e continua tentando realizar o roubo. Consegue entrar na casa, mas sai minutos depois sem levar nada. Todo esse episódio dura cerca de dois minutos. A identidades das mulheres e do ladrão não foram reveladas.
Segundo o próprio Datena “A oração valeu a pena. Por que a arma que falhou três vezes, funciona, por que depois ele trocou tiros com a polícia”. (Veja o vídeo abaixo)
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 Fonte: gospelprime

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

I Conferência de Jovens e Adolescentes da IB Lindinópolis


Conferência de Casais IB Esperança

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Amauri Munguba Cardoso
Graduado em teologia, psicologia e mestre em família. Depois de pastorear por 24 anos, atua como psicoterapeuta individual e conjugal em Salvador.

Otimismo e pensamento positivo não é fé!

Vivemos numa época em que muitos na igreja confundem pensamento positivo e otimismo com fé. Mas é sutil, ao olharmos para os problemas da vida, da sociedade, da igreja... acharmos que o otimismo simplesmente é a chave.


Quem tem menos chance de sobreviver a um campo de prisioneiros de guerra? Provavelmente nenhum de nós experimentou tal situação. Quem tem menos chance de sobreviver?

Um otimista!

Espere antes de discordar. Segundo o general Stockdale, que foi mantido em cativeiro por oito anos durante a Guerra do Vietnã e foi torturado inúmeras vezes antes de finalmente ser liberto e voltar para casa, foi principalmente – quase em sua totalidade – os otimistas que não saíram de lá vivos.

Que explicação ele dá para isso? Ele diz: “Eles foram os únicos que disseram – ‘Nós vamos estar em casa até o Natal’. E o Natal chegava e nada tinha acontecido. Então eles diziam, ‘Nós vamos estar em casa até a Páscoa’. E a Páscoa chagava e nada. ‘Estaremos em casa até o dia de Ações de Graças...’ Nada! E, então, seria no Natal novamente... E eles morreram de um coração partido e desiludido”.

Mero otimismo é completamente diferente do que podemos chamar de fé realista: - “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” -  Romanos 14:8

Em completo contraste com o que podemos chamar de falso otimismo, Stockdale atribui a sua sobrevivência a fé realista. Ele diz: “Você nunca deve confundir a fé que você por fim pode prevalecer sobre aquela situação, com o otimismo que faz esvair toda a disciplina para enfrentar os fatos mais brutais de sua realidade atual, seja o que ela possa ser no momento”. 

Isso que é que podemos chamar de O Paradoxo Stockdale – A fé supera o otimismo! Ou seja, abandonar a ideia que é apenas uma miragem no deserto. Que temos balas de prata para matar o monstro, que tudo simplesmente vai se ajustar, mas que somos chamados a perseverar em meio as aflições – “Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência” - Tiago 1:3 – “... e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.” - Romanos 5:2-4

Devemos aplicar esse princípio as nossas vidas, nossos ministérios... Muitas vezes tudo que os cristãos fazem é entreter otimismo sem fim na “próxima grande coisa” – na próxima “grande estratégia” – no próximo “grande método” – no próximo “grande avanço”... em suas vidas, igrejas. A consequência é o aumento do número de cristãos, pastores, igrejas... desiludidos. Como disse Stockdale, “morrendo de corações partidos”.

Só podemos evitar isso abandonando todo otimismo centrado na próxima grande coisa, ministério, personalidade... no próximo grande sermão, técnica, estratégia, contextualização, filme, música... achando que isso será o ponto de virada para corrigir nossa vida, igreja. Tudo isso nos tira da realidade e, por fim, explode em nossa cara.

Devemos enfrentar a realidade brutal em nossas vidas, em nossas famílias, em nossas igrejas, em nossa sociedade. Tendo uma fé inabalável na Palavra de Deus. Na Sua promessa que não pode falhar de que ela nos fará perseverar: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” - Judas 1:24 – Irá edificar a Sua igreja: “...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” -  Mateus 16:18 – Fará tudo cooperar para o bem daqueles que Ele chamou soberanamente: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” - Romanos 8:28 – Quer vivamos, quer morramos: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” -  Romanos 14:8

Otimismo não é fé. Mas a fé é otimista.

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Autor: Josemar Bessa

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Fortalecendo os Laços do Meu Matrimônio

“O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hebreus 13.4)
Segundo dados publicados por agencias ligadas ao governo federal, “nas últimas três décadas (de 1984 a 2014), o número de divórcios cresceu de 30,8 mil para 341,1 mil, com a taxa geral de divórcios passando de 0,44 por mil habitantes na faixa das pessoas com 20 anos ou mais de idade, em 1984, para 2,41 por mil habitantes em 2014. A idade média do homem ao se divorciar, passou de 44 para 43 anos, entre 1984 e 2014, enquanto a das mulheres era de 40, nos dois casos.” (http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica) Tem se tornado preocupante observar esta estatística, pois entre muitos destes casais que chegam ao divórcio, estão os que frequentam igrejas, professam a fé cristã, gente ligadas a bíblia, que compreendem a revelação de Deus para suas vidas e famílias.
O capítulo 13, verso 4 do livro de Hebreus, as Escrituras apontam para três aspectos preponderantes e garantidores do fortalecimento dos laços matrimoniais:
O matrimônio se fortalece pelos laços da HONRA (“o casamento deve ser honrado por todos”). “Todos” devem honrar o casamento. Honra no hebraico é ka·vóhdh, que significa literalmente “peso”. (1Sa 4:18 e 2Sa 14:26.) Portanto, a pessoa honrada é tida como ponderosa, ou como tendo importância. Em grego, o substantivo ti·mé transmite o sentido de “honra”, “estima”, “valor”, “preciosidade”. Assim o casamento tem pra Deus um peso, Ele estima, valoriza, afirma. Portanto, o casamento precisa ser vivido como uma ralação de peso, de valor, como quem cuida de um grande tesouro, em ouro. Você honra o casamento? Tem o seu cônjuge em estima? Seu casamento é patrimônio de valor inegociável?
O matrimônio se fortalece pelos laços da PUREZA. (“o leito conjugal, conservado puro”). O leito é chamado para o centro da avaliação. Pureza é a virtude que precisa ser praticada. Pureza diz respeito ao que está livre e isento de qualquer mistura de outra coisa. Por estranho que pareça, esta palavra vem de “fogo”, pyr em Grego, que em Latim deu purus, “puro, limpo como pelo fogo”. Mais tarde passou a significar “limpo por qualquer processo”. Manter o leito, a cama, a casa, o coração, a mente, a vida, livre de contaminação, é garantia de vitalidade, de prazer, de fertilidade emocional, de longevidade relacional, de santidade conjugal. Numa sociedade norteada pela cultura da “toda forma de amor vale a pena”, do vale tudo, da pornografia, da afirmação da infidelidade, dos desejos descontrolados, esta é uma exortação de grande validade. Pureza relacional, sexual, espiritual, é a garantia da vida abundante prometida para a vida a dois. Você tem perseguido esta virtude no seu casamento? Corpo puro, mente pura, pureza moral, é alvo na sua vida pessoal e conjugal?
O matrimonio se fortalece pelos laços do TEMOR. (“pois Deus julgará os imorais e os adúlteros”). Deus está falando de juízo, punição, consequência devastadora para os desprovidos de temor. Quando Ele adverte “julgarei”, Ele o fará. “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Vivo”! “Ele não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa’ afirma as Escrituras Sagradas”. Adulterar é falsificar, corromper, modificar forma. Estejamos atentos, em TEMOR, para mantermos nossas relações em perfeita forma, segundo o mandado divino, e sermos liberados do Seu juízo! Temamos a Deus e cuidemos das nossas relações conjugais. Você é temente a Deus? Treme diante da sua justiça? Vive sempre na presença d’Ele, ou imagina que pode fazer algo que Ele não veja? Tenha cuidado, Ele tudo vê.
Conclusão: Então busquemos hoje fortalecer os nossos matrimônios…
Pelos laços da HONRA
Pelos laços da PUREZA
Pelos laços do TEMOR

Mel, pastor, servo, irmão.

PM morre em acidente na rodovia Ilhéus-Uruçuca

O policial militar da Cipe Cacaueira, Rosenildo dos Santos Rodrigues, morreu na noite desta quarta-feira (12), em um grave acidente de carro na BA-262, rodovia Ilhéus-Uruçuca. As circunstâncias do acidente até o momento são desconhecidas. De acordo com informações, a vítima dirigia um veículo Volkswagen Voyage, com o impacto a vítima sofreu traumatismo craniano e o teve o corpo preso às ferragens. O Policial era morador do bairro Pitangueira, na cidade de Itajuípe e se dirigia ao Batalhão-Escola da PM em Ilhéus. O Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus foi acionado para a remoção do corpo. Rosenildo participava do Curso Especial de Formação de Sargentos, realizado no 2° BEIC/Ilhéus, cuja formatura estava prevista pra o dia 12/11/2016. O policial deixa esposa e dois filhos. Colegas da corporação, amigos e familiares lamentam a morte de Rosenildo.

Acolhei-vos uns aos outros

Recentemente, recebi uma carta de um casal de nossa congregação que tem trabalhado pela causa do evangelho no Congo durante a maior parte de suas vidas. Ao lê-la, uma linha em particular me chamou a atenção. “Nós oramos”, escreveram eles, “para que todos nós aprendamos a amar, perdoar e aceitar mais uns aos outros no tempo que Deus nos dá”.
Este é um dos pedidos mais importantes que qualquer um de nós poderia fazer a Deus. O Senhor chama os crentes a amar, perdoar e aceitar uns aos outros, precisamente porque ele nos amou, perdoou e aceitou em Cristo. Essa é uma das verdades mais importantes que emerge em quase todas as seções de aplicação das cartas do Novo Testamento. É fundamental para o ensino do apóstolo Paulo, e não menos em Romanos, talvez a sua maior carta, do que em Efésios, Filipenses e Colossenses. O apóstolo responsabilizou a igreja em Roma com esta verdade quando escreveu: “Portanto, acolhei-vos uns aos outros como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus” (Romanos 15.7).
Não deveria ser surpresa para nós encontrarmos esta aplicação em uma carta tão cheia da verdade sobre como Deus justifica e aceita, gratuitamente, por sua graça, aqueles que creem em Cristo. Já que Deus nos recebeu para si mesmo em Cristo, devemos receber uns aos outros. No entanto, o contexto mostra que pode haver uma deficiência pecaminosa de tal recepção e acolhimento de outras pessoas no âmbito de uma igreja local.
Curiosamente, além da questão de justiça própria, o apóstolo lida apenas com outro problema pastoral na Igreja em Roma. Dizia respeito aos membros mais fracos e mais fortes se recusarem a aceitar uns aos outros. Aqueles com consciências fortes e biblicamente orientadas estavam desprezando os fracos que não tiveram suas consciências articuladas com o ensino bíblico sobre sua liberdade para comer e beber. Aqueles cujas consciências eram fracas com respeito a comida e bebida estavam julgando aqueles cujas consciências eram fortes. Paulo resumiu o problema quando escreveu: “Quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu” (14.3).
Enquanto as disputas sobre comida e bebida podem ser ou não proeminentes em nossas comunidades hoje, a questão de desprezar e julgar os outros em uma comunidade é um dos problemas perenes aos quais todos nós somos suscetíveis. Muitas vezes, só estamos dispostos a oferecer aceitação para um grupo seleto. Na nossa carne, temos a propensão de fazer amizade apenas com aqueles que pensamos ter virtudes que acreditamos que estão em nós mesmos ou que queríamos que fosse verdade sobre nós mesmos. Convencemo-nos de que só temos que aceitar aqueles com valores semelhantes ou virtudes aparentes. No entanto, isso não é aceitação, é afinidade. Enquanto ensinava a seus discípulos esse princípio, nosso Salvador perguntou: “E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” (Mateus 5.47).
O evangelho nos cura de nossa propensão pecaminosa por mostrar um tratamento preferencial ao selecionar os crentes (Tiago 2.8-13). Quando nos lembramos de que nos tornamos recebedores da graça de Deus por virtude da morte sacrificial de Jesus, vamos querer estender graça para outros crentes. Quando reconhecemos que Jesus morreu por nós quando éramos completamente desagradáveis e contrários a ele (Romanos 5.6-11), a fim de nos reconciliar com Deus através de sua morte expiatória e propiciatória pelo nosso pecado, ficamos ansiosos para acolher a todos “por quem Cristo morreu” (14.15). Quando damos atenção ao fato de que “Cristo não se agradou a si mesmo”, antes, tomou sobre si as injúrias com que ultrajavam a Deus (15.3), tornamo-nos zelosos em suportar as fraquezas e falhas dos outros para o bem deles.
O acolhimento que recebemos de Cristo é um acolhimento que ama, perdoa, edifica e cresce. Que Deus nos dê a graça de acolher todos os outros crentes, já que ele tem nos acolhido em comunhão consigo mesmo pela morte sacrificial de Cristo na cruz.

Por: Nicholas Batzig. © 2016 Ligonier. Original: Welcome One Another

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Conferência de Casais IB Esperança

video
A Esperança promove dias 4, 5 e 6 de Novembro na Terceira Via Hall, a conferência de casais. Assista ao vídeo, compartilhe.
Para maiores informações, acesse nosso site: www.conferenciadecasais.com.br

Cobiça, O Pecado Secreto



“Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Ex 20.17).

A cobiça é o pecado secreto do coração. É subjetivo e não pode ser identificado pelo homem. De todos os dez mandamentos, este é o único que se mantém incógnito ao alvitre humano. Uma pessoa pode ter uma auréola de santidade sobre a cabeça e um coração podre, encharcado de cobiça. Foi esse décimo mandamento da lei de Deus que levou o apóstolo Paulo à consciência de que era pecador. Os nove primeiros mandamentos da lei de Deus são objetivos e podem ser vistos e julgados por todos os homens, mas o décimo trata de uma questão de foro íntimo e nenhum tribunal da terra tem competência para julgar fora íntimo.
A cobiça é o desejo de possuir o alheio. É um pecado de ingratidão,  uma vez que o cobiçoso não valoriza o que tem nem se contenta com o que tem, mas deseja ardentemente o que se não tem nem se pode ter. O cobiçoso em vez de se deleitar naquilo que recebeu de Deus, movido pela ganância insaciável, busca ter o que pertence ao próximo.
O texto em tela destaca alguns pontos, que passaremos a mencionar:
Em primeiro lugar, a cobiça induz o indivíduo a desejar a casa do próximo. Esse é um desejo amplo e abrangente. O cobiçoso anseia ter tudo o que o próximo tem, ou seja, a sua casa com tudo o que ela tem e representa. O cobiçoso tira os olhos de tudo o que tem para colocá-los em tudo o que não tem. O cobiçoso é como Adão e Eva, que embora galardoados por Deus e tendo o privilégio de viver no jardim do Éden, cheio de delícias, tendo plena comunhão com Deus, sentiram-se injustiçados e desejaram ser iguais a Deus. O cobiçoso é como o rei Acabe, que não satisfeito em assentar-se no trono, e ser dono de tantas riquezas, entristeceu-se por não ter a vinha de Nabote. O cobiçoso quer tudo o que o outro tem, em vez de alegrar-se com tudo o que já tem.
Em segundo lugar, a cobiça induz o indivíduo a desejar o cônjuge do próximo. Cobiçar a mulher do próximo é desejar o que se não pode ter. É desejar o proibido. É abrir um caminho escorregadio rumo ao adultério. Davi viu e desejou Bate-Seba, por isso adulterou com ela. A cobiça é a mãe do pecado e a avó da morte. O desejo secreto gesta a ação pecaminosa. O cobiçoso ainda que não consume o ato de seu desejo, aos olhos de Deus, já cometeu o pecado de adultério, pois Deus julga não apenas o ato, mas também a intenção e o desejo. Portanto, cobiçar a mulher do próximo é uma quebra do sétimo mandamento da lei de Deus. Jesus afirmou que aquele que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela. Mesmo que o adultério tenha ocorrido apenas nas recâmaras do coração, aos olhos de Deus, o pecado já aconteceu. É preciso, portanto, alertar que o tribunal de Deus tem competência para julgar foro íntimo, uma vez que Deus conhece não apenas nossas ações, mas também nossas intenções.
Em terceiro lugar, a cobiça induz o indivíduo a desejar os bens do próximo. Esses bens são descritos como servos, animais ou quaisquer outros bens. Desta forma, a cobiça é uma quebra do oitavo mandamento. Mesmo que o cobiçoso não consume o objeto de seu desejo, aos olhos de Deus, ele é um ladrão, pois se não conseguiu ter os bens do próximo, não foi por falta de motivação, mas por fatores alheios à sua vontade. O cobiçoso pode jamais ser apanhado pela lei dos homens, mas não consegue escapar da lei de Deus. O cobiçoso pode jamais ser descoberto pelo escrutínio da lei ou julgado pelos tribunais da terra, mas não ficará impune à análise perscrutadora do tribunal de Deus. Oh, que Deus nos livre desse terrível pecado da cobiça!

Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Onde estão os pregadores da volta de Cristo?

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:1-3.
Todas as vezes que leio esse texto eu confirmo minha fé em Jesus Cristo. Por mais critica que seja a minha situação no momento, é confortante saber que bem em breve tudo isso vai se findar. É muito maravilhoso saber que um dia, partiremos daqui, desse mundo. É muito maravilhoso saber que está próxima a nossa partida.
Voltando ao texto base da mensagem; JESUS diz: Não se turbe: Turbar é ficar pensativo, atribulado, temeroso. JESUS falou isso aos seus discípulos, porque percebeu neles medo, angustia de ficarem sozinhos. Veja a ênfase de JESUS: “vos levarei para mim mesmo”. Isso é traduzido como “Quero vocês bem pertinho de mim, vocês são meus e não abro mão disso. Fiquem tranquilos, eu voltarei para levar vocês para casa!!” Fala a verdade, existe amor maior que esse? João 3:16
JESUS percebeu que eles estavam perturbados pelo fato que talvez não O veriam mais. Eles então tiveram a grande promessa que não ficariam órfãos nem seriam deixados para trás. Algumas décadas passaram e essa chama ainda queimava na igreja primitiva, todos eles tinham sua convicção, FÉ e CONFORTO no retorno de Cristo.
O Discurso da Igreja primitiva não era uma vida próspera na terra.
Nada prendia os crentes primitivos, nenhuma mensagem era mais impactante, confortante e maravilhosa do que o arrebatamento deles. A igreja primitiva não queria saber de prosperidade, nem riquezas, eles abriam mão de tudo isso, pois para aqueles crentes o céu era seu maior tesouro. O tempo passou e aos poucos a Igreja foi perdendo o encanto das Bodas, passou o tempo e hoje a mensagem é outra nos púlpitos. Nasce uma geração de crentes que não são mais apaixonados pelo retorno de Cristo, para eles uma vida de vitórias e prosperidade já são comparados ao céu aqui na terra. Quem sabe que alguns já estão torcendo que Cristo demore bastante a voltar, pois eles terão muito tempo para gozar a vida aqui.
A promessa parece demorada? Não vai acontecer?
Quantas pessoas já perderam definitivamente a esperança do retorno de Cristo? Quantos já não acreditam mais que Ele está voltando? Cada dia que passa essa mensagem fica cada vez mais escassa nos templos, nos sermões. Quando foi a última vez que você ouviu uma mensagem sobre a volta de Cristo? Olhe, examine os grandes pregadores, vejam os ditos “programas evangélicos”, que ainda estão passando na TV. Você vai observar que eles trocaram a mensagem do retorno de Cristo por uma VIDA DE PROSPERIDADE AQUI NA TERRA.
Porque Jesus está demorando?
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9
Misericórdia de DEUS, esse é o motivo da demora? Lembre-se o tempo de Deus não é o nosso tempo! Pode demorar mais uns mil anos para que Ele cumpra a promessa, mas veja esse texto a seguir:  Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. 2 Pedro 3:8
Não perca nunca essa promessa, mesmo que pareça distante, guarde sua fé, não desanime, e espere confiante em seu retorno. Saber que Ele está voltando e cada dia que passa fica mais próxima a sua chegada, nos dá confiança para enfrentarmos as adversidades, as dores, as lágrimas, os sofrimentos.
Um dia tudo isso findará e estaremos para sempre com o nosso Senhor.
Extinguirá a morte de uma vez por todas. O Eterno Yahweh enxugará as lágrimas de todo rosto e retirará de toda a terra a zombaria e a humilhação que seu povo vem sofrendo. Palavra de Yahweh, o SENHOR! Isaías 25:8
Ele lhes enxugará dos olhos toda a lágrima; não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porquanto a antiga ordem está encerrada!” Apocalipse 21:4
Maranata ou Misericórdia???

Pb Josiel Dias

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Poder Devastador da Mentira


“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25).

A mentira é devastadora. Produz descrédito, decepção e morte. A mentira é nociva não apenas por causa de sua natureza perversa, mas, também por causa de sua origem maligna. O diabo é o pai da mentira e o padroeiro dos mentirosos. Muito embora a mentira não se mantenha de pé o tempo todo, pois é manca e tem pernas curtas, ainda assim ela produz muitos males, como veremos:
Em primeiro lugar, a mentira é uma afronta a Deus. Deus é luz e não há nele treva nenhuma. A mentira não habita na luz, antes esconde-se nas regiões lôbregas e ensombrecidas do engano. A mentira é um atentado contra a natureza de Deus e uma violação da lei de Deus. O nono mandamento é peremptório: “Não dirás falso testemunho”. A ordem divina é: “… deixando a mentira, fale cada um a verdade…”. A mentira tem muitas faces. Ela se apresenta disfarçada ora de autodefesa, ora de negação afrontosa da verdade. Quando Deus confrontou Adão por seu pecado, ele colocou a culpa em Eva. Quando Deus confrontou Caim pelo assassinato de Abel, ele evadiu-se dizendo que não era tutor de seu irmão. O mentiroso diz sim, quando deveria dizer não e diz não quando deveria dizer sim. A mentira é uma distorção, inversão e negação da verdade. Portanto, a mentira é uma ofensa à santidade de Deus e um atentado à integridade do próximo.
Em segundo lugar, a mentira é uma afronta ao próximo. A mentira tem como propósito enganar o próximo. Seu intento é sonegar a verdade ao próximo para usurpar seus direitos. A mentira tem a ver, outrossim, com uma informação eivada de distorções, para maquiar os fatos, usurpar o próximo e colocar o retrato do mentiroso na moldura da integridade. Toda mentira é prejudicial, pois não pode existir comunicação saudável nem relacionamentos confiáveis onde a mentira está presente. Seus efeitos são desastrosos, pois destrói a confiança, o alicerce das relações humanas.
Em terceiro lugar, a mentira é uma afronta a si mesmo. O mentiroso destrói a si mesmo antes de atingir o próximo. Perde sua credibilidade, seu nome e sua alma antes de prejudicar os outros. Os mentirosos não entram para o rol daqueles que são coroados de respeito e dignidade. Os mentirosos são abomináveis na terra e não herdam os céus. Os mentirosos bebem o refluxo perverso do seu próprio fluxo maligno. Colhem os frutos malditos de sua  própria semeadura insensata. Bebem o veneno que destilam de sua língua peçonhenta. Os mentirosos tropeçam em sua própria língua e cavam a sua própria sepultura.
Em quarto lugar, a mentira é uma afronta à sociedade. Vivemos numa sociedade corrompida, que lança mão da mentira nos palácios, nas cortes, na academia, nos templos, na indústria, no comércio e na família. A mentira vem, muitas vezes, travestida de verdade. Sendo injusta, não raro, traja-se com a toga da justiça. Sendo perversa, às vezes, desfila na passarela da honra. A mentira, entretanto, é maligna em sua essência e devastadora em seus efeitos. Não há sociedade ordeira e justa onde a mentira se traveste de verdade. Não há confiança duradoura nas relações onde a mentira se disfarça de verdade. Não há conceitos sólidos da verdade teológica ou dos preceitos éticos onde a mentira discursa com veemência nas cátedras ou  prega com eloquência nos púlpitos. Não há justiça social onde a mentira engana o povo na indústria ou no comércio. É impossível construir  uma sociedade honrada sobre o fundamento roto da mentira. Só no canteiro da verdade floresce o amor, a justiça e a paz. A mentira produz morte, mas a verdade dá à luz a vida. Deixemos, portanto, a mentira e falemos a verdade!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Universal erguerá novo “Templo de Salomão” em Brasília, afirma O Globo

Em meio a rumores que enfrenta problemas de caixa, a Igreja Universal do Reino de Deus comprou um gigantesco terreno em Taguatinga, Distrito Federal. Segundo o jornal O Globo, o bispo Edir Macedo desembolsou R$ 90 milhões pelo lote que hospedará uma versão do templo paulista na capital federal.
Contatada pelo portal Gospel Prime, a Igreja Universal do Reino de Deus ainda não se manifestou oficialmente sobre a construção de um novo Templo de Salomão.
Obra símbolo da denominação
Obra símbolo do trabalho da Universal, o Templo de Salomão de São Paulo foi inaugurado em julho de 2014. Ele demorou 4 anos para ser construído e seu custo divulgado na época foi de R$ 685 milhões.
Projetado para ser uma réplica da construção bíblica da antiga Jerusalém, ocupando praticamente um quarteirão inteiro no Bairro do Brás. Construído em um terreno de 35 mil metros quadrados – equivalente a 5 campos de futebol – o espaço acomoda mais de 10 mil pessoas.
Além do espaço para os cultos, possui 36 salas de Escola Bíblica Infantil, um auditório secundário para 500 pessoas, estacionamento para dois mil carros e 200 ônibus, além de estúdios de televisão e rádio. Foram utilizados quase 30 mil m³ de concreto e 2 mil toneladas de aço. O prédio frontal tem 11 andares e mede 56 metros de altura.
Todo o piso do templo e o altar foram revestidos com pedras trazidas de Israel. O projeto segue as diretrizes básicas descrita na Bíblia sobre o Templo construído pelo rei Salomão no século 11 a.C.
O Templo de Salomão atualmente é o maior espaço religioso do país em área construída – 4 vezes maior do que o Santuário Nacional de Aparecida (SP). Em área construída, o prédio da Universal totaliza 100 mil m², enquanto o de Aparecida tem 23,3 mil m².

Fonte: gospelprime

Não Brinque com o Diabo! (Pr Paulo Júnior)


sábado, 8 de outubro de 2016

Avanços do inconformismo cristão atual

Dou graças a Deus que, em meio aos nossos dias confusos, corridos, de cada vez menos profundidade intelectual e mais conformidade como que está estabelecido (stablishment), além do declínio espiritual e moral, como em todos as eras históricas, há sempre os contrafluxos.
Estes são movimentos, ainda que esporádicos, que se insurgem contra o geral. Há um retorno perceptível quanto à busca pela essência mesma da Teologia, a partir dos principais expoentes, desde aqueles a quem os estudiosos chamam de patrísticos (pensadores dos séculos II ao V depois de Cristo); os medievos (séculos VI ao XVI depois de Cristo) e os modernos, cuja história se mescla à Reforma Protestante. E não somente aí, mas nos movimentos pós-reformadores missiológicos e missionários, chegando enfim aos novos apologistas cristãos, a maioria mais filósofos do que efetivamente teólogos.
Nesta era de escassez teológica, de muitos minimalismos e de um pragmatismo alarmante, ver aqui e acolá uma discussão séria acerca, por exemplo, do entendimento bíblico-histórico da Trindade, ou da essência do pecado, ou mesmo da Igreja em si, é um bálsamo e um alívio acalentador, que nos ensina que nem tudo está perdido. As discussões à la redes sociais e blogs que parecem restringir-se à indiferença doutrinária neopentecostal e uma (não sei até que ponto legítima) defesa da fé por parte de grupos que parecem existir apenas para falarem mal dos neopentecostais, tornou-se algo sufocante na Internet.
E digo isto porque é perceptível como as pessoas querem mais. Querem mais do que mera informação, mas uma informação que, em suas mentes, faça sentido e fundamente racionalmente sua fé. A fé racional, uma exigência que está na cerne mesma do Critianismo, não é mais tão amplamente confundida com fé racionalista – ou algo que lembre “frieza”, “descompromisso”, “letargia”.
O avanço do comprometimento de pessoas e instituições com o crescimento espiritual e intelectual da Igreja, ainda que pontual, se comparado a tudo o que se instalou no evangelicalismo atual, parece fazer-se cada vez mais notabilizado. Mais e mais pessoas inconformam-se com fórmulas prontas, anti ou extrabíblicas, práticas religiosas sem sentido e/ou o mero “academicismo” cristão.
Incrivelmente, na chamada pós-modernidade, enquanto se vive e se cultiva a experiência pela experiência, o subjetivismo extremado, o sujeito social (e todo o seu relativismo) como um padrão para interpretar o próprio sujeito social, surge e cresce o contrassenso, a via do meio, a força de movimentos que, ainda que pontuais, marcam-se pela vontade efetiva de crescimento do Reino de Deus através de ações supra ou interdenominacionais, como encontros de estudos bíblicos, escolas de teologia e filosofia cristãs, comunidades virtuais que debatem tudo sem o rigorismo moral meramente litúrgico.
Creio que temos, como um povo (o povo de Deus) ainda muito a avançar. Incrivelmente, agora estamos dando os primeiros passos para uma classe evangelical pujante e com potencial de efetivamente influenciar a sociedade que a cerca. Não que não tivéssemos isto no passado, mas é inegável que, ainda que produzíssemos bons movimentos (missionários, avivalistas ou teológicos de um modo geral), precisávamos de um sentimento de coesão, afim de que os ações genuinamente conservadores atuais identificassem-se mutuamente, não disputando e destruindo-se por coisas pífias, “doces de crianças” teológicos e que estivessem prontas àquela que, ao meu ver, será uma última e decisiva onda de apostasia que culminará com a extinção da expressão religiosa humana (não somente “cristã), como nos prediz 2 Ts. 21:1-4.
Graças a Deus que também cresce a consciência do que se nos foi legado pelo apóstolo Paulo, a partir do ensino epistolar de Efésios, 6. Neste texto, é-nos dito que “nossa luta não é contra carne o sangue, mas contra principados e potestades”.
Há muito lido e negligenciado, este texto – e permita-me dizer, principalmente após a força do avanço do movimento Pentecostal – vem sendo gradativamente estudado, analisado com os diversos modus operandi existentes e os cristãos evangélicos tem se levantado contra a letargia espiritual que nos dominou tempo demais. Nossas discussões e debates especulativos podem até ter seu lugar ao sol, mas a vitalidade do Cristianismo não está em uma mera tentativa de aliar Teologia à Filosofia, ou à Antroplogia, ou à Sociologia ou reduzi-lo à Liturgia; ou compor uma Dogmática sólida, baseada neste ou naquele catecismo; muito menos em práticas esdrúxulas de sincretismo religioso com efeitos duvidosos.
Nada disso! A força do Cristiansimo está em os cristãos viverem como Jesus Cristo, ao ponto de puderem ter legitimado mais uma vez o uso do título “cristãos”, como em Antioquia, conforme nos diz o Livro de Atos, ainda no século I depois de Cristo.

Fonte: gospelprime

Missões evangélicas levam toneladas de alimentos para o Haiti após furacão

A passagem do furacão Matthew pelo Caribe deixou um rastro de destruição principalmente no Haiti, Cuba e Jamaica. Os ventos chegaram a 230 quilômetros por hora. Segundo a Reuters, já são mais de 800 mortos. Existem mais de 350 mil desabrigados, sendo que muitos perderam tudo nos últimos dois dias. Esta é a pior crise humanitária no país desde o terremoto de 2010.
A região sul do Haiti sofreu os maiores danos. No total, 20 mil casas foram parcial ou totalmente destruídas. Pelo menos duas igrejas – uma católica e uma evangélica – ficaram reduzidas a escombros. A maioria dos templos que ainda estão de pé se transformaram em abrigos improvisados.
O bispo Josias Jocelyn, líder de uma congregação de 100 membros, explica que eles já estão recebendo ajuda humanitária de igrejas evangélicas do exterior. “O principal problema é que seis anos atrás fomos atingidos por outro desastre e ainda não havíamos terminado de reconstruir tudo”, lamentou o líder cristão.
Nas últimas horas, diferentes missões cristãs enviaram equipes para a Ilha caribenha. O pastor Franklin Graham, que preside a organização Bolsa do Samaritano, anunciou que um avião cargueiro DC-8 do ministério foi enviado para a ilha, levando missionários e alimentos.
Conhecida pela atuação após catástrofes naturais, Graham anunciou nesta sexta: “Nossas equipes estão em terra para ajudar a todos em nome de Jesus. Eles farão todo o possível para atender às necessidades dos que sofrem. Por favor, orem conosco pelo povo do Haiti, enquanto eles tentam se recuperar desta tempestade mortífera”.
Outra organização cristã que está apoiando os desabrigados no Haiti é a LiveBeyond, que fornece água potável e cuidados médicos em sua clínica, na região de Thomazeau. A falta de água é um dos principais problemas enfrentados pelos sobreviventes.
A Operation Blessing, ministério associado ao Clube 700, do pastor Pat Robertson, enviou nessa sexta-feira (7) cerca de 20 toneladas de alimentos, água potável, além de cobertores e vestimentas. Jody Gettys, diretora de operações, explica: “Nossa maior prioridade é cuidar do seu coração e sua alma. Nós estamos lá para confortá-los e compartilhar o amor de Jesus de maneiras práticas”.
Pelo menos 20 ministérios cristãos já estão deslocando voluntários para o Haiti e Cuba, para oferecer ajuda e tentar minimizar o sofrimento. Existem diferentes campanhas de oração pelo povo haitiano.

Com informações de CBN e Christian Examiner

15º BPM apoia a Campanha contra o Câncer de Mama

Hoje (7), o Comando do 15º BPM, realizou un evento com intuito chamar atenção sobre a realidade atual do Câncer de Mama e a importância do diagnóstico precoce. O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. O evento contou com a presença do Cel QOSPM Clóvis Ribeiro Sobrinho, diretor do Departamento de Saúde da PMBA e demais autoridades civis e militares. Tatiane Oliveira Santos, enfermeira sanitarista e responsável técnica pela coordenação de Vigilância Epidemiológica e Saúde da Mulher da Base Regional de Saúde de Itabuna/Núcleo Regional de Saúde Sul, proferiu a palestra com o tema: Informação e Prevenção são as armas para combater o Câncer de Mama. Ainda tivemos apresentações do Grupo Si Toque e do grupo musical da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC). Tivemos ainda a participação de stands com orientações previdenciárias com a equipe do INSS e Orientações pré e pós cirúrgicas de mastectomia com o grupo de estagiários da FTC.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

As Campanhas Neopentecostais

INTRODUÇÃO
As populares campanhas de vitória, prosperidade, libertação, curas e milagres, são formas de culto utilizadas por “igrejas” neopentecostais com duas finalidades principais: solucionar os problemas dos crentes e agregar mais crentes. Para obterem resultados expressivos, os pastores investem pesado em divulgação. As campanhas são anunciadas no rádio, TV, redes sociais e através de panfletos.
Estas campanhas de fé são realizadas uma vez na semana, nas quartas ou sextas-feiras, geralmente com duração de quatro ou sete semanas, podendo haver variações. Muitos neopentecostais costumam dizer quatro ou sete “elos”.
Para muitos não será novidade, especialmente para quem já foi pentecostal ou neopentecostal, mas hoje é um crente reformado. No entanto, para quem não conhece muito sobre as campanhas neopentecostais, também chamada por muitos de correntes, é imprescindível mencionarmos algumas. Então, vamos lá.
EXPLANAÇÃO
As campanhas de fé geralmente são baseadas em histórias de personagens da Escritura e em passagens que são isoladas de seu contexto, resultando assim em interpretações alegóricas, fantasiosas, incongruentes e por vezes heréticas. Os pastores costumam afirmar que tiveram uma “nova revelação” da passagem que leram – que Deus mostrou a eles uma “nova lição” ou um “novo ensinamento” para a igreja em determinado texto. Com estas “novas iluminações” subjetivas, os pastores ignóbeis rejeitam diametralmente as regras básicas de hermenêutica e exegese, que são fundamentais para que se interprete o texto adequadamente.
A interpretação equivocada das Escrituras provoca inúmeros malefícios para a igreja. E é justamente por causa destas interpretações errôneas que temos as campanhas de fé, como a “Derrubando as Muralhas de Jericó”, baseada em Josué 6. Os crentes são instruídos nestas campanhas a cumprir fielmente os sete “elos”, que representam os sete dias em que a cidade foi rodeada por Josué e pelo povo de Israel. Terminada a campanha, os obstáculos que impedem o crente de ser feliz vão cair. Eles serão vitoriosos. Os pastores neopentecostais aduzem que, de acordo com o texto, estes obstáculos são as muralhas do desemprego, da enfermidade, dos vícios, das brigas familiares e da infelicidade sentimental que irão ruir.
Vemos também a campanha “Vencendo os Gigantes da Vida”, baseada na luta entre Davi e Golias, descrita em 1 Samuel 17. Ao participar dessa campanha, pela fé, o crente irá derrubar os gigantes da sua vida. Algumas igrejas que realizaram esta campanha construíram um boneco de papelão gigante, simbolizando Golias, e forneceram “imitações de pedras” para os crentes arremessarem no boneco até ele cair. Segundo os pastores, essa atitude é um ato profético em que o crente manifesta sua fé, acreditando que, ao participar desta campanha, vencerá o seu gigante. Ele irá “cair por terra”, asseveram! Os gigantes são diversos. Podem ser as mesmas dificuldades que ressaltamos na campanha “Derrubando as Muralhas de Jericó da sua vida”. Ou seja, muitos lutam contra o gigante da enfermidade, do desemprego, dos vícios, das brigas familiares, da infelicidade sentimental, entre outros.
Temos ainda a “Campanha da Botija”, baseada em 1 Reis 17.8-24. Nesta campanha, os crentes recebem pequenas botijas de barro e são orientados por seus pastores a seguirem o exemplo da viúva de Sarepta.
O profeta Elias orou pela seca na terra durante um tempo significativo, visto que o povo havia se desviado do Senhor para servir a outros deuses. O Senhor respondeu a oração de Elias. Não choveu em Israel por três anos (Tg 5.17). Esta seca provou que Baal, o deus das chuvas e da fertilidade, não era nada diante do Senhor.
As chuvas de outono e da primavera eram necessárias para a colheita em Israel. Por causa da seca, houve escassez de alimento. Aquela viúva estava passando por uma crise severa. Ao encontrar-se com esta mulher em Sarepta, Elias solicita que ela lhe faça um pequeno bolo para comer. Relutante, a mulher diz que tem pouca farinha e pouco azeite na botija, suficiente apenas para mais uma refeição com o filho, e que após isso esperaria pela morte. Mesmo assim, Elias instrui a mulher para que fizesse o bolo para ele. Em seguida, como representante do Senhor, assegurou que aquela mulher e o filho não morreriam de fome, e que não lhe faltaria alimento até o dia em que chovesse novamente sobre a terra.
Segundo os pastores neopentecostais, a botija representa o crente. A farinha e o azeite significam a provisão de Deus na vida do crente em meio à crise. Entretanto, para que o crente receba a benção de Deus, ele deve sacrificar o pouco de farinha e azeite que lhe resta. A farinha e o azeite simbolizam o dinheiro. Portanto, o crente deve ofertar o seu melhor para a igreja, pois a viúva de Sarepta ofertou tudo o que tinha para o homem de Deus, por isso foi abençoada, recebendo a provisão do Senhor. Esta é a condição para que o crente seja abençoado.
Existem muitas outras campanhas de fé, como a da “Arca da Aliança”, das “Portas Abertas”, da “Multiplicação dos Pães e Peixes”, da “Rosa de Sarom”, do “Manto dos Milagres” e a dos “Sete Mergulhos de Naamã”. Para causar forte impacto emocional nas pessoas, várias igrejas preparam todo um cenário para a realização das campanhas, onde há portas, mantos, piscinas e performances teatrais grotescas que beiram à irracionalidade, como pode ser visto na Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, de Agenor e Ingrid Duque.
Com relação à origem das correntes de fé, quando surgiu, e por quem, é importante destacarmos algumas considerações.
Na verdade, as campanhas precedem o neopentecostalismo. Na década de 70, antes mesmo do surgimento da IURD e da Igreja Internacional da Graça de Deus, Mário de Oliveira, teólogo, político e presidente do conselho nacional de diretores da IEQ (Igreja do Evangelho Quadrangular), já realizava campanhas de fé. Contudo, não é possível saber quem ou qual igreja foi o precursor deste ritual. O que sabemos é que Mário de Oliveira, assim como outros da IEQ – a divulgadora destas campanhas inovadoras –, já as praticava, conforme o registro de Julio Rosa, o historiador da instituição. Ele escreve:
De início, a frequência [na segunda congregação da Quadrangular fundada em Juiz de Fora, MG] variava entre 800 e 1500 pessoas por reunião, e isso já era surpreendente. Entretanto, quando o Mário anunciou que todas as sextas-feiras iria orar para a cura de enfermidades causadas por espíritos malignos e expulsar demônios, aconteceu uma coisa impressionante: a partir de então, todas as sextas-feiras naquele local havia perto de dez mil pessoas. […] Sempre estive muito ligado às obras abertas pelo missionário Mário de Oliveira, desde Pelotas, quando ele passou a convidar-me para realizar as campanhas de sete orações por problemas e doutrinação sobre o dízimo. […] Durante essa campanha (em Belo Horizonte, em 1973), foi lançado o sistema das correntes de oração das quartas-feiras pelos problemas, e que funciona com muito sucesso até hoje.
Sendo assim, a IURD e as demais “igrejas” neopentecostais – influenciadas pela IEQ – “acentuaram” exacerbadamente as campanhas já existentes. A gênese delas, porém, não há como definir.
Todavia, é comumente usado e distribuído nas correntes de fé objetos que servem como talismãs ou amuletos de proteção, como “cajadinhos de Moisés”, “vassouras supostamente ungidas”, rosas denotando Jesus como a “rosa de sarom”, botijas e arcas da aliança em miniatura, “o martelo da justiça”, descrito em Jeremias 23.29, reproduzido pela Igreja Mundial do Poder de Deus, a “fronha” e a “meia abençoada” do “apóstolo” Waldemiro Santiago. Em outras campanhas, como na IURD, temos o uso do sal grosso e da “caneta ungida” para os estudantes.
Não obstante, se recorremos à Escritura, iremos constatar que não há nos evangelhos nenhuma prática de campanhas de fé realizadas por Jesus. Ele somente evangelizou, ensinou, curou, realizou milagres e exorcismos. Também não há no livro de Atos e nas demais cartas do Novo Testamento nenhuma informação ou ensinamento sobre campanhas de fé. Pedro, João e Paulo e os outros apóstolos não realizaram nenhuma campanha. Assim como Jesus, eles evangelizaram, ensinaram a Palavra de Deus, curaram enfermos e realizaram alguns exorcismos.
Na verdade, as campanhas incorporam conceitos inerentes do ocultismo, da cabala, do esoterismo, das religiões afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé, que são animistas, do catolicismo medieval e popular e do espiritismo. Em linhas gerais, as campanhas são um sincretismo das religiões e seitas supracitadas, com alguns traços do cristianismo. Vamos equiparar:
No catolicismo popular existe a prática das “novenas”, que são um encontro para orações que acontece durante nove dias. Nas igrejas neopentecostais temos as campanhas de quatro ou sete “elos”. Os cultos na umbanda e no candomblé geralmente acontecem nas sextas-feiras; no espiritismo também, além de outros dias. As campanhas e os cultos de libertação no neopentecostalismo também ocorrem nas sextas-feiras. Na umbanda, no candomblé e no espiritismo temos a “reza forte”, o “passe”, o “benzimento”, rituais, como banhos com sal grosso, manifestações espirituais e possessões. Nos cultos e nas campanhas neopentecostais também há “oração forte”, “unção com o óleo”, que equivale ao “benzimento”, “rituais proféticos”, como o banho do descarrego na IURD, manifestações espirituais e possessões. Na umbanda e no candomblé, existem os trabalhos pagos que são realizados para que a pessoa alcance o seu objetivo. Nas campanhas de fé na igreja temos os “atos proféticos”, que correspondem aos “trabalhos” que são executados na macumba e na feitiçaria, para que o crente possa receber a benção. O pagamento da benção é impudicamente denominado pelos pastores como uma “expressão de fé”! Ou uma “oferta de amor”, “oferta de sacrifício”, “oferta alçada”.
Ora, é nítido que todas as campanhas de fé do neopentecostalismo são perniciosas. São realizadas por impostores da fé! Pastores vigaristas! As campanhas fazem parte de uma tática mercadológica assaz lucrativa. O pragmatismo e o sincretismo religioso são a essência delas. Por isso os trapaceiros da fé decidiram adotá-las na igreja. Geram bastante dinheiro para os pastores terem uma vida opulenta. É um tipo de supermercado espiritual que se adaptou às necessidades dos consumidores. Elas fornecem os produtos que os crentes mais saboreiam! Pode ser comparada ao relacionamento de um cliente para com a empresa que o serve. Vemos que o púlpito se transformou em um balcão, o evangelho em um produto, e os crentes em “consumidores de Deus”.
CONCLUSÃO
O alvo primordial das campanhas é ajudar os participantes a receberem, através de “ensinamentos especiais”, que são um tipo de gnose, toda a sorte de bênçãos divinas e livrá-los das maldições demoníacas. Assim, os pastores funcionam como mediadores do povo, à semelhança dos padres católicos, dos xamãs, dos pais de santo e adivinhos.
Geralmente, o público destas campanhas, com algumas poucas exceções, pois há verdadeiros crentes participando, porém estão cegos e enganados pelas heresias ensinadas nas igrejas neopentecostais, é composto de falsos crentes! São pessoas egoístas, hedonistas, calculistas e narcisistas. Uma só palavra resume esta gente: idólatras!
As campanhas oferecem soluções provisórias para as necessidades mundanas das pessoas, como libertação de demônios e “fórmulas mágicas” para obter a vitória. Lá se ouve aquilo que acaricia o ego, o que se gosta de ouvir, e não o que é preciso ouvir, como a gravidade do pecado, a necessidade de arrependimento e as implicações da salvação. Pelo contrário, elas tem o poder de acentuar a pecaminosidade das pessoas. Utilizam Deus como um meio para alcançar seus objetivos sórdidos. Nesta ótica, temos uma inversão: Deus é o servo delas, sempre pronto a servi-las, e elas o Senhor do servo, Deus. A cura, o milagre, a prosperidade e a vitória que estas pessoas cobiçam se tornam o deus delas.
As campanhas são egocêntricas, nunca Cristocêntricas! São cultos nefastos e idólatras! Não produzem crentes comprometidos para com a igreja, mas descomprometidos. Enfatizam a individualidade das pessoas, não a comunhão cristã. Maculam, desvirtuam e corrompem ainda mais a igreja, pois atraem e fabricam crentes falsos. Com efeito, as campanhas, bem como o modo em que são realizadas, são incompatíveis com a fé cristã; são mais uma forma de misticismo e magia que deve ser rejeitada pela igreja brasileira.

Autor: Leonardo Dâmaso
 Fonte: Reformados 21

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